Uruguai reprivatiza empresa aérea Pluna

O governo do presidente socialista Tabaré Vázquez, do Uruguai, anunciou que a empresa aérea Pluna será reprivatizada. A companhia, que estava em graves problemas financeiros - e que durante uma década teve a participação da Varig em sua administração - fechou um acordo de due dilligence com o Leadgate Investment Group, que reúne investidores alemães, americanos e argentinos, ao qual abrirá seu capital. O grupo ficaria com 49% das ações. Em troca, capitalizaria a Pluna com US$ 177 milhões.O Estado uruguaio manterá 25% das ações. Outros 26% do pacote acionário ficariam em mãos de empresas do Uruguai. Desta forma, segundo estipulam as regras da Pluna, 51% das ações estariam em mãos uruguaias, sejam estatais ou privadas. No total, 75% das ações ficariam em posse de empresas privadas.O Leadgate Investment Group terá a missão de comprar 20 novos aviões para a Pluna ao longo dos próximos dois anos. Do total de aparelhos, cinco serão de porte para viagens de médias e longas distâncias, enquanto as outras 15 restantes serão de "porte para vôos regionais"."No lapso de 60 dias assinaremos os documentos definitivos", explicou o Ministro do Transporte, Victor Rossi. Segundo ele, o Leadgate Group "é ambicioso e tem como objetivo principal transformar a Pluna em uma empresa com competitividade regional, e que, além disso, possa ampliar seus serviços para outras partes do mundo".Atualmente a Pluna tem vôos para Buenos Aires, Santiago do Chile, São Paulo, Rio de Janeiro e Assunção. A aérea foi fundada como uma empresa privada em 1936. Em 1951 foi estatizada. Na onda de privatizações que tomou conta da América do Sul no início dos anos 90, durante o governo do presidente Luis Lacalle (1990-1995), ela foi privatizada. Em 1995 a Varig entrou na companhia, ficando com 49% do controle acionário. O Estado uruguaio tinha na época 48% das ações. Outros 2% estavam nas mãos de investidores privados, enquanto 1% pertencia aos funcionários da empresa.Mas, em junho do ano passado, diante da grave crise que a assolava, a empresa brasileira retirou-se. Na ocasião, o Estado uruguaio reabsorveu a parte da Varig. "Durante 2005 a principal preocupação foi evitar que a Pluna fosse arrastada à falência por causa das dificuldades da empresa brasileira", afirmou Rossi.

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