Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

US$ 132 bilhões é a meta de exportação para 2006

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciou que a meta de exportações para 2006 é de US$ 132 bilhões, acima dos US$ 118,309 bilhões, volume recorde atingido em 2005. Ele admitiu que a projeção é a "mais otimista do mercado". Segundo Furlan, os principais impactos positivos nas exportações de 2006, serão os preços do minério de ferro, do café e do açúcar (esses dois últimos itens tiveram reajuste de 20% nos preços no último trimestre de 2005), além dos veículos pesados. Furlan também acredita que as vendas de aviões devem recuperar neste ano a queda de 3% verificada no ano passado.Apesar de admitir que o superávit de 2006 pode ser inferior ao de 2005, Furlan afirmou que seu ministério só divulgará as projeções do saldo comercial em junho.ImportaçõesEle disse que as importações devem crescer acima de 20% neste ano, em relação a uma alta de 17,1% em 2005. Na avaliação do ministro, é desejável que as importações cresçam de forma mais vigorosa neste ano, já que o mercado interno também deve apresentar uma recuperação de demanda em relação ao ano passado. Com o aumento do ritmo de crescimento das importações e a desaceleração nas vendas externas, Furlan acredita que o Brasil poderá registrar um recuo no saldo comercial de 2006. Para ele, a queda no superávit não será relevante. "A eventual diminuição do saldo não nos preocupa. Na verdade, o Brasil não precisa de um superávit de US$ 45 bilhões", afirmou, explicando que quanto mais dólares entram no País, maior o impacto sobre o câmbio.Furlan afirmou que as projeções para a balança comercial de 2006 levam em conta uma taxa de câmbio de R$ 2,20 a R$ 2,55 em 2006. Na avaliação do ministro, a medida adotada pelo Banco Central que tira o limite para os bancos comprarem moeda estrangeira deve tornar a taxa de câmbio mais atraente para as exportações.Lei cambialFurlan defendeu que o governo faça a reforma da lei cambial. Segundo ele, a atual é de 1937 e já não corresponde às necessidades do País. Furlan afirmou que seu ministério trabalha em conjunto com a Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex) e com a Câmara de Política Econômica do Ministério da Fazenda, na elaboração de uma proposta para atualizar a legislação cambial.A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também já elaborou proposta para a reforma da lei cambial, que foi encaminhada ao Ministério da Fazenda no ano passado. Furlan admitiu que as mudanças são uma demanda dos empresários e uma necessidade para o País.O ministro ressaltou que câmbio, gargalos logísticos e burocracia são fatores internos que precisam ser adaptados às necessidades exportadoras do Brasil para que a meta de US$ 132 bilhões de exportações seja atingida.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.