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Usar o cartão de crédito em maio ficou mais caro

Pesquisa mensal de juros cobrados nos cartões de crédito, realizada pela Agência Estado no dia 30 de maio, aponta elevação nas taxas médias na utilização do cartão em relação a abril, exceto a taxa média cobrada no crédito rotativo, que caiu de 9,34% ao mês em abril para 9,30% ao mês em maio. Nas demais modalidades - juros por atraso, parcelamento e saque - as taxas médias subiram no período (veja pesquisa completa nos links abaixo). A taxa média nos juros por atraso - cobrada proporcionalmente aos dias em atraso no pagamento da parcela - foi de 9,22% ao mês, praticamente inalterada em relação a março, quando ficou em 9,21% ao mês. A maior taxa verificada foi de 12,9 % ao mês cobrada pelo Unibanco. A menor foi de 3,50% ao mês do cartão Premier/Mastercard do HSBC, mas acrescida de multa de 2,0%.Já a taxa média de juros do parcelamento - juro cobrado quando o cliente opta por fazer o parcelamento da sua compra - foi elevada de 6,54% ao mês em abril para 6,65% ao mês em maio. O juro mais baixo foi de 2,78% ao mês, cobrado pelo Bilbao Viscaya - BBV. O Unibanco cobra novamente o juro mais alto: 12,90% ao mês.A taxa média de juros cobrado no saque - quando o cliente faz um saque diretamente no caixa eletrônico - foi de 9,24% ao mês em maio, sendo que em abril a porcentagem era de 9,02%. O Banespa continua cobrando o juro mais baixo no saque: 4,20% ao mês no cartão Visa Gold. No entanto, a essa taxa deve ser acrescida multa de 1%. A taxa mais alta, de 12,90% ao mês, foi cobrada também pelo Unibanco.A taxa média de juros do crédito rotativo - quando os juros que incidem sobre o saldo da parcela após o pagamento da parcela mínima - foi a única a registrar queda: a taxa média caiu de 9,34% em abril para 9,30% ao mês maio. A menor taxa verificada foi de 3,50% ao mês, cobrada pelo HSBC. Já a máxima, de 12,90% ao mês, foi praticada pelo Unibanco.Selic mais alta já afeta juros do créditoA alta verificada nas médias das taxas de juros dos cartões de crédito, como as demais taxas de juros do mercado, segue o movimento da taxa básica de juros da economia - Selic - , que foi elevada pela terceira vez consecutiva em 0,5 ponto porcentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na última reunião mensal do Comitê, no dia 23 de maio, a Selic subiu de 16,25% para 16,75% ao ano. Com essa alta, além do aumento no custo de captação do dinheiro pelos bancos, o que deverá ser parcialmente repassado ao bolso do consumidor, o nível de inadimplência também deve aumentar, o que pressiona ainda mais as taxas de juros do crédito para pessoa física.Tabela Resumo - Comparativo entre abril e maio.maioabriljurosmédia (%)mínima (%)Máxima (%)média (%)mínima (%)máxima (%)atraso9,223,512,99,213,512rotativo9,33,512,99,343,511,9saque9,244,212,99,024,211,2parcelamento6,652,7812,96,542,7810,42Fonte AE

Agencia Estado,

01 de junho de 2001 | 10h06

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