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Usiminas assina termos de renegociação de dívida e prevê prazo de dez anos

Os termos perderão a sua eficácia caso não ocorra a homologação, até 22 de julho, do aumento de capital de R$ 1 bilhão

Luana Pavani, Fernanda Guimarães, Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2016 | 14h00

A Usiminas anuncia assinatura de dois termos para renegociação de suas dívidas, sendo o primeiro com bancos brasileiros - Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco - e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e o outro com debenturistas.

Entre outras condições, os termos preveem prazo total de dez anos para pagamento das dívidas da companhia perante os bancos brasileiros, o BNDES e os debenturistas, a partir da assinatura dos instrumentos definitivos, e período de carência de três anos para o início do pagamento do principal.

Os termos perderão a sua eficácia caso não ocorra a homologação, até 22 de julho, do aumento de capital de R$ 1 bilhão, conforme o fato relevante divulgado há pouco.

A siderúrgica mineira explica que a adesão do BNDES ao termo dos bancos está em processo de conclusão de aprovações internas do banco de fomento. Já o termo de debenturistas foi assinado com a Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, que é agente fiduciário e representante dos titulares da 6ª emissão de debêntures simples, com esforços restritos. Hoje ocorreu Assembleia Geral de Debenturistas da companhia.

O objetivo é definir determinadas condições do processo de renegociação perante esses agentes, que representam atualmente cerca de 75% do total das dívidas da Usiminas em revisão.

Na semana passada, o diretor presidente da Usiminas, Sérgio Leite, afirmou que a renegociação das dívidas da empresa com os bancos estava em andamento, envolvendo alongamento da dívida e carência para início dos pagamentos. "Estamos rigorosamente no cronograma e devemos concluir esse processo nos próximos 30 dias", disse, em evento em São Paulo. Na ocasião, descartou a alternativa de recuperação judicial da companhia.

Além dos bancos brasileiros, a renegociação está sendo feita com o Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC, na sigla em inglês).

Ao fim do primeiro trimestre, a dívida líquida da Usiminas era de R$ 5,692 bilhões, crescimento de 26% em um ano. Segundo o relatório que acompanhou o demonstrativo financeiro da Usiminas, em 2016 a companhia tinha vencimentos de R$ 1,576 bilhão. Em 2017, o valor sobe para R$ 1,768 bilhão e vai a R$ 2,015 bilhões em 2018. Já em 2019 os vencimentos caem para R$ 1,009 bilhão e para R$ 861 milhões em 2020.

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