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Usiminas deve elevar preço do aço em até 10%

Empresa começa em março a retirar os descontos concedidos desde o ano passado como forma de concorrer com o aço importado

Chiara Quintão, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

A Usiminas começou a negociar a retirada dos descontos no preço do aço que vinha concedendo a seus clientes. O fim desses descontos começará em março, com efeito no segundo trimestre, de acordo com o vice-presidente de Negócios da Usiminas, Sergio Leite. "O impacto da retirada de descontos será de 5% a 10% nos preços", disse Leite.

O executivo frisou que a siderúrgica monitora permanentemente a evolução de preços no mercado internacional e acompanha a concorrência e a distribuição. "Houve recuperação de preços de 20% a 30% no mercado internacional nos últimos 90 dias. Com isso, o que chamávamos prêmio e agora chamamos de diferencial está em zero no momento", contou Leite. Novas alterações dos preços dependem da evolução no mercado internacional, segundo Leite.

Os descontos começaram a ser concedidos aos distribuidores pelas usinas em agosto de 2010, para fazer frente à concorrência com a importação. Os preços médios do aço vendido pela Usiminas no mercado doméstico caíram 4% no quarto trimestre de 2010 em comparação ao terceiro trimestre. Considerando-se as vendas totais - mercado interno e exportação -, o preço médio do aço ficou 8,9% menor no quarto trimestre ante o terceiro trimestre.

Ontem, a empresa divulgou ter registrado um lucro líquido de R$ 1,584 bilhão no ano passado, um crescimento de 24% na comparação com 2009. A receita líquida em 2010 cresceu 19% na mesma comparação, chegando a R$ 12,962 bilhões. O volume de aço bruto produzido no ano passado cresceu 29%, para 7,3 milhões de toneladas. Já a produção de laminados subiu 24%, chegando a 7 milhões de toneladas.

Investimentos. O grupo siderúrgico também informou ontem que pretende investir R$ 2,8 bilhões em 2011, com foco no aumento da competitividade das operações atuais. A siderúrgica pretende terminar projetos iniciados e em implantação, nos setores de mineração e siderurgia. No quarto trimestre de 2010, foi aprovado investimento de R$ 550 milhões para a construção de novas unidades de concentração de sinter feed (minério fino de ferro) e pellet feed (minério concentrado), que vão possibilitar que a produção de minério chegue a 12 milhões de toneladas em 2012. Para 2015, a meta é de 29 milhões de toneladas.

A Mineração Usiminas (Musa), joint venture com a japonesa Sumitomo, inclui ativos de mineração, área em Itaguaí (RJ) e participação na MRS Logística. Em dezembro de 2010, a Usiminas vendeu 30% da Musa à Sumitomo. "A decisão foi trazer um investidor de longo prazo que tivesse interesse em minério de ferro e entendesse da colocação desse produto", disse o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, ressaltando que a Sumitomo capitalizou a empresa em US$ 1,2 bilhão.

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