Usiminas é candidata a porto de Eike, diz BES

A Usiminas seria a principal candidata à compra do Porto do Sudeste, da MMX, aponta comentário da analista Catarina Pedrosa, do Banco Espírito Santo (BES), distribuído a clientes. O BES avalia o Porto do Sudeste como um dos ativos de valor do grupo X, principalmente por estar com mais de 50% das obras concluídas e ter contratos de exportação de minério fechados.

RIO, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2013 | 02h05

"Acreditamos que, apesar do fato de ter um terminal exportador de aço em São Paulo, (a Usiminas) seria a mais provável candidata ao porto", escreve a analista. Além da Usiminas, companhias como Gerdau e ArcelorMittal também são apontadas no mercado como potenciais interessadas.

A capacidade inicial de embarque do Porto do Sudeste será de 50 milhões de toneladas de minério por ano, mas pode chegar a 100 milhões de toneladas. O BES lembra que Usiminas e MMX têm um contrato para a exportação de minério via Porto do Sudeste, em Itaguaí (RJ). O acerto é válido por cinco anos, prorrogáveis por mais cinco, e prevê a exportação gradual de 3 milhões a 12 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Outro ponto levantado pela analista do BES é que o negócio faria sentido porque a Usiminas tem um terreno ao lado do porto, onde pretende construir uma área de armazenagem.

O atraso da operação do Porto do Sudeste pode ferir o acordo logístico firmado para o escoamento do minério da Usiminas. Pelo contrato, a siderúrgica tem o direito de cobrar multa caso a MMX deixe de realizar embarques, mas a Usiminas já declarou que tentará solução amigável. Os embarques só devem ser afetados a partir de setembro ou outubro, quando começa a operar o Projeto Friáveis de minério de ferro da Usiminas, em Serra Azul (MG).

No comentário, a analista diz que seria difícil avaliar se a compra do ativo seria positiva para a companhia, o que depende do preço, mas que considera o ativo atraente. Indagada se a atual situação de caixa da Usiminas permitiria a compra, a analista disse que isso depende das condições do negócio, como eventual ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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