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Usiminas reverte lucro e termina 2015 com prejuízo de R$ 3,7 bi

Somente no quarto trimestre do ano, o prejuízo da siderúrgica chegou a R$ 1,627 bilhão, número quase 14 vezes maior que o prejuízo do mesmo período de 2014

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2016 | 08h52

SÃO PAULO - O prejuízo da Usiminas chegou a R$ 1,627 bilhão no quarto trimestre de 2015, quase 14 vezes maior que o prejuízo de R$ 117 milhões no mesmo período de 2014 e 56% acima do terceiro trimestre do ano passado, quando o prejuízo líquido foi de R$ 1,042 bilhão. Trata-se do sexto prejuízo trimestral consecutivo. No ano, a siderúrgica mineira reverteu o lucro líquido de R$ 208 milhões em 2014 para prejuízo de R$ 3,685 bilhões.

A alta relevante do prejuízo, segundo a Usiminas, ocorreu principalmente por conta de impairment (baixa contábil) de ativos no valor de R$ 1,6 bilhão, conforme antecipou o Broadcast, serviço de informações da Agência Estado. Os valores são relativos à unidade de mineração, de R$ 1,2 bilhão; siderurgia, principalmente nas coquerias de Cubatão, de R$ 357,2 milhões; e na área Transformação do Aço, de R$ 56,7 milhões. 

O prejuízo atribuível aos acionistas, por sua vez, no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 1,356 bilhão, ante prejuízo de R$ 143,4 milhões no quarto trimestre de 2014. O prejuízo líquido da Usiminas atribuível ao acionistas, de R$ 1,354 bilhão, foi quase três vezes superior à média de cinco instituições financeiras consultadas pelo Broadcast (BTG Pactual, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Votorantim Corretora), que projetavam um prejuízo de R$ 454 milhões.

Conforme as expectativas, a Usiminas registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo em R$ 250 milhões no critério ajustado, quase quatro vezes superior ao visto no trimestre imediatamente anterior, de R$ 65 milhões. No quarto trimestre de 2014 a companhia havia reportado um Ebitda ajustado de R$ 302 milhões. Em 2015 a Usiminas divulgou um Ebitda ajustado de R$ 291 milhões, mais de seis vezes menor que o anotado no exercício imediatamente anterior.

A margem Ebitda ajustada ficou negativa em 10,4% no quarto trimestre de 2015, ante 11,7% positiva no mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre essa linha foi negativa em 2,7%. No ano a margem chegou a 2,9%, 13 pontos porcentuais  menor que a de 15,9% vista em 2014.

A receita líquida no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 2,404 bilhões, 7,5% menor do que o observado no mesmo intervalo do ano anterior. Em relação ao terceiro trimestre a queda foi de 1%. No ano a receita da Usiminas somou R$ 10,186 bilhões, recuo de 13%.

Sem gerar caixa, os controladores da Usiminas buscam alternativas para a liquidez da companhia. Ainda sem consenso, a solução apontada como mais provável é um aumento de capital. Esse deve ser um dos principais temas da teleconferência marcada para hoje às 12 horas com analistas e investidores.

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