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Usiminas prevê queda de 13% na produção este ano

Presidente da empresa diz que mercado só deve começar a se normalizar no quarto trimestre

Michelly Chaves Teixeira, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

A Usiminas revisou para baixo a expectativa de produção de aço bruto em 2009. Segundo o presidente da siderúrgica, Marco Antônio Castello Branco, a produção pode ser inferior a 7 milhões de toneladas, ante 8,022 milhões de toneladas em 2008. "Vai depender muito do comportamento das exportações: o mercado está menos favorável do que há dois meses pela debilidade das vendas externas", afirmou ontem o executivo, em um evento realizado para apresentar a nova logomarca do grupo. "Essa crise é diferente porque afeta simultaneamente Brasil e exterior, dificultado redimensionar as vendas entre os dois mercados", explicou.O presidente da siderúrgica disse que as vendas no primeiro trimestre foram piores do que as dos últimos três meses de 2008 porque "outubro foi um mês muito bom". Recentemente, a Usiminas informou esperar vendas entre 10% e 15% menores em 2009, em comparação a 2008. O executivo não prevê novas quedas nos preços do aço brasileiro no exterior. "Acredito que estamos perto do fundo do poço." Castello Branco disse que mercado doméstico não deve se recuperar tão cedo. Segundo ele, é difícil saber quando a relação entre oferta e demanda no mercado de aço voltará ao normal. "Esperava que fosse no segundo trimestre, mas agora penso que provavelmente será no quarto trimestre."Segundo o executivo, o novo contexto econômico requer ajustes nos investimentos, na produção e no contingente de trabalhadores. De janeiro deste ano até o final de fevereiro, a siderúrgica demitiu 700 pessoas de um quadro de 30 mil funcionários. A empresa suspendeu a produção de três dos cinco altos-fornos e trabalha com 50% da capacidade instalada. Nenhum projeto de investimento parou, diz Castello Branco, mas a siderúrgica não está contratando pessoal e fornecedores no momento. Ele disse que a instalação de um laminador de tiras a quente em Cubatão é "fundamental" e, mesmo com a parada de um alto-forno daquela usina, continua firme a intenção de contratar 2 mil funcionários para a unidade.De acordo com Castello Branco, o projeto da construção de uma usina no município de Santana do Paraíso (MG), previsto para 2011, está sendo revisto. "Não podemos desconhecer a realidade da crise", afirmou.

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