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Usiminas rebate critica de Lula sobre preços dolarizados

O presidente da Usiminas, Rinaldo Campos Soares, afirmou hoje que os preços dos produtos siderúrgicos no mercado nacional são extremamente justos e competitivos. A justificativa deve-se ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou hoje, durante visita à fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (ABC paulista), os setores de siderurgia e de combustíveis, por terem reajustado seus preços com a alta do dólar e, após o recuo do câmbio, não terem retrocedido."A prova de que o aço brasileiro é competitivo é o aumento do insumo nos itens que foram exportados pelo Brasil durante o ano passado e no começo deste ano", disse Soares. O executivo considera que o momento é de dificuldades em todos os segmentos e que o aço acaba ficando em evidência. Segundo ele, os ajustes realizados pelo setor estão de acordo com os aumentos de custos das siderúrgicas. "Dizer que o dólar baixou não significa nada, porque 70% dos nossos custos são em moeda nacional, como mão-de-obra, energia elétrica, lubrificantes e petróleo. Por isso achamos que nossos preços estão equilibrados", contestou.Votorantim nega reajusteO presidente da Usiminas participou nesta tarde de solenidade na sede da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), em São Paulo, onde toma possa como vice-presidente. Nesta mesma solenidade, o presidente do conselho do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, negou que a siderúrgica Barra Mansa tenha reajustado seus preços em 18% em maio, como denunciou o setor de construção civil. Segundo o executivo, o único aumento realizado pela siderúrgica foi de 12% em abril. Ele garantiu ainda que a empresa não pensa em aplicar novos reajustes nos próximos meses. "Isso é conversa fiada para boi dormir."O empresário evitou contestar diretamente críticas feitas hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a empresários dos setores de siderurgia e de combustíveis por terem reajustado preços com a alta do dólar e, agora, com o dólar mais baixo, não terem recuado. Ele justificou apenas que os investimentos para produção de aço no Brasil são muito pesados. "Nesta hora, ninguém presta atenção quanto se investe para produzir uma tonelada de aço. É pesado", afirmou.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 18h04

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