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Usiminas registra quarto lucro consecutivo

A siderúrgica Usiminas teve lucro R$ 129 milhões no segundo trimestre. Essa é a quarta vez consecutiva que o resultado trimestral da empresa é positivo, depois de uma série de prejuízos. O número foi impulsionado pela redução nas despesas operacionais e financeiras. Os analistas, no entanto, esperavam mais. Segundo estimativa da Reuters, a expectativa era de que o lucro seria de R$ 143 milhões. A maior produtora de aços planos do Brasil amargou sete trimestres seguidos de perdas antes de engrenar a série de resultados positivos. No segundo trimestre de 2013, a empresa perdeu R$ 22 milhões.

O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2014 | 02h05

Apesar da reversão do resultado negativo de um ano antes, o lucro líquido do segundo trimestre foi bem inferior aos R$ 222 milhões dos três primeiros meses de 2014, quando a queda na produção de veículos do País ainda não tinha se acentuado.

Em meio ao baixo crescimento econômico, a receita com vendas para o mercado interno recuou 9% para R$ 2,7 bilhões de reais, enquanto as vendas para o mercado externo subiram 52,3% para R$ 383,7 milhões.

O resultado financeiro da Usiminas ficou negativo em R$ 58,6 milhões, ante resultado negativo de R$ 276,3 milhões no mesmo período do ano passado, beneficiado pela queda de 80% dos gastos financeiros.

Já as despesas operacionais recuaram 43% em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 133,8 milhões. A Usiminas produziu 1,6 milhão de toneladas de aço bruto no segundo trimestre, queda de 8,6% sobre o volume produzido no mesmo período do ano passado.

Neste ano, os investimentos da companhia devem ficar entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,2 bilhão, conforme informou o diretor vice-presidente de finanças da companhia, Ronald Seckelmann, em teleconferência com analistas. "Eles ficarão abaixo da faixa de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,4 bilhão previstos primeiramente, mas nada foi postergado, foi mudança de cronograma de pagamentos", explicou.

No primeiro semestre, a empresa mineira investiu R$ 499 milhões. Nos próximos anos, o executivo acredita que os aportes deverão ficar em cerca de R$ 1 bilhão a cada ano. No segundo trimestre, a empresa levantou R$ 34 milhões em vendas de ativos não operacionais. / SUZANA INHESTA, COM REUTERS

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