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Usiminas renova acordo e 'bloqueia' avanço da CSN

A Usiminas anunciou que seus sócios Nippon Steel, Votorantim e Camargo Corrêa renovaram, até 2031, o acordo de acionistas atual - que continuará em vigor até seu vencimento, em 2016. No novo acordo, fica de fora do bloco de controle a Caixa dos Empregados, fundo de pensão da empresa. A renovação foi entendida como uma forma de bloquear o avanço da CSN, que recentemente aumentou sua participação na siderúrgica rival.

AE, Agencia Estado

19 de fevereiro de 2011 | 09h28

Em comunicado, os controladores disseram que o objetivo do novo acordo é "demonstrar aos demais colaboradores da empresa e ao mercado a estabilidade do grupo de controle e, consequentemente, assegurar o contínuo crescimento e desenvolvimento da companhia".

Segundo informações no site da Usiminas, a japonesa Nippon Steel tem 27,8% do capital total do grupo, Camargo Corrêa e Votorantim têm, juntas, 26%, e a Caixa dos Empregados tem 10,1%. Não foi explicado porque a Caixa deixará o bloco de controle após 2016.

No entendimento do mercado, o anúncio do novo acordo é uma forma da empresa de mostrar que Camargo Corrêa e Votorantim não estariam dispostas a vender as respectivas participações na Usiminas, e que nem estes dois grupos nem a Nippon Steel teriam interesse na mudança da estrutura desse bloco no curto prazo.

Papéis

A avaliação de que, diante dessa sinalização, não há espaço para a CSN entrar no controle da Usiminas provocou forte queda nas ações ordinárias (com direito a voto) da companhia mineira, que vinham sendo negociadas com prêmios elevados em relação às preferenciais (sem direito a voto) desde que a possibilidade da entrada da siderúrgica de Volta Redonda no controle da concorrente passou a ser considerada. Ontem, as ações ordinárias fecharam em queda de 1,72%, cotadas a R$ 26,35, enquanto as preferenciais subiram 3,79%, sendo vendidas a R$ 21,07. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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