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Usina Albertina volta a funcionar

Credores aprovam proposta e usina voltará à atividade em junho

Gustavo Porto, RIBEIRÃO PRETO, O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

Os credores da Usina Albertina, de Sertãozinho (SP), aprovaram ontem, por maioria absoluta, o plano de recuperação judicial da companhia sucroalcooleira, que deve iniciar a moagem da safra 2009/2010 entre 15 e 20 de junho.Após a ratificação da Justiça de Sertãozinho, onde o processo corre desde novembro de 2008, a primeira medida do plano de recuperação judicial prevê a liberação, pelos credores com garantia real, de 400 mil sacas de açúcar, avaliadas em R$ 16 milhões. O valor arrecadado com a venda será utilizado para fazer a usina voltar a operar, para o pagamento de cerca de R$ 3 milhões em salários atrasados dos 860 funcionários e ainda dos credores de dívidas trabalhistas estimadas em R$ 1,37 milhão. Serão cinco parcelas entre julho e novembro. O pagamento dos mais de 600 credores sem garantia real, cuja dívida é estimada em R$ 68 milhões, será feito por meio do abatimento inicial de até R$ 20 mil em parcelas mensais até novembro. "Com isso, a companhia espera saldar a dívida da maior parte dos credores", disse o consultor Marcelo Milliet, gestor financeiro da Albertina. Para os fornecedores de cana, o valor da dívida que superar R$ 20 mil será quitado em 24 parcelas mensais a partir de novembro, corrigidas pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os credores com garantias reais (cuja dívida chega a R$ 110 milhões), que na prática devem financiar a recuperação da Albertina, terão duas saídas. Uma é converter o valor de seus créditos em ações da companhia e assumir a empresa, ou esperar por um primeiro leilão da Albertina, previsto para ocorrer em até um ano e meio após a homologação da recuperação judicial, ou em um segundo leilão, seis meses depois desse período caso o preço mínimo do primeiro leilão não seja atingido. O leilão será exclusivamente da chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI), que inclui apenas ativos industriais e agrícolas, excluindo passivos fiscais e judiciais, estimados em R$ 120 milhões, bem como de créditos judiciais previstos. Os credores com garantias reais são seis: HSH Nordbank, o fundo Callao/Crecera, a trading Multigrain, a Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina, a União e o Bradesco.

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