Usina de Eike Batista terá de parar operação de esteira

Segundo o Ibama, o equipamento pode causar danos ambientais por conta da dispersão de materiais e nível de ruído

Lauriberto Braga, especial para O Estado de S.Paulo,

12 de julho de 2013 | 17h39

FORTALEZA - A MPX Pecém, usina do milionário Eike Batista no Ceará, terá que paralisar a operação da esteira transportadora. A determinação de embargo do equipamento da Termoelétrica Porto do Pecém Geração de Energia é da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace), atendendo a recomendação do Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE). Nesta sexta-feira (12) a ordem de embargo foi expedida para imediata paralisação da operação da esteira transportadora.

Na última quarta-feira (10), o procurador da República no Ceará, Alessander Sales, havia recomendado a suspensão da licença de operação do equipamento após fiscalização de órgãos ambientais constatar que o funcionamento da esteira vinha provocando danos ao meio ambiente.

O embargo da Semace passa a valer até que se tenha uma análise conclusiva do processo pelo corpo técnico da Superintendência ou até que medidas sejam adotadas pelo grupo MPX para que sejam sanados os danos ambientais.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Semace fizeram medições sobre a poluição do ar e sonora e evidenciaram que a esteira pode causar danos ambientais por conta da dispersão de materiais e pelo nível de ruídos sonoros no descarregamento de dois navios com carvão mineral. O equipamento era utilizado para descarregamento, transporte ou transferência de materiais.

O Ibama já multou a MPX Pecém em R$ 15,5 milhões por essa irregularidade. A MPX não se pronunciou sobre o embargo, nem sobre a multa.

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