Usina pára por falta de gás no Mato Grosso

Atividades da termelétrica Mário Covas estão paralisadas desde sexta-feira

Agencia Estado

21 de junho de 2007 | 12h46

Desde as 11 horas da última sexta-feira, 15, as atividades da usina termelétrica Mário Covas, em Cuiabá (MT), controlada pela Empresa Produtora de Energia (EPE), estão paralisadas. Problemas operacionais no Gasoduto Bolívia-Brasil forçaram uma redução superior a 50% no volume do combustível que vinha sendo despachado - cerca de 1,1 milhão de metros cúbicos - para 600 mil, quantidade insuficiente para a geração mínima da planta, em 135 megawatts (MW).Segundo o diretor de Assuntos Regulatórios da EPE, Fábio Garcia, "é estranho que o fornecimento para outras regiões continue normal". Ele lembrou que é a segunda vez que ocorre corte de fornecimento para a usina neste ano. "Temos grandes compromissos a serem cumpridos, não podemos contar com o gás natural um dia sim e outro não", disse Garcia, que afirmou não ter previsão para a solução do problema.Ele explicou que o Operador Nacional do Sistema (ONS) está solicitando a produção de 480 MW, que é a capacidade da termoelétrica. Ainda segundo ele, com os 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural, a produção seria possível. "Esse volume já foi reduzido para 1,1 milhão de metros cúbicos, sofreu nova pressão neste final de semana, caindo em mais 45%. O resultado é uma queda de 75% no fornecimento de GN (gás natural). Dessa forma somos obrigados a parar as máquinas."CematA diretoria da Centrais Elétricas Matogrosenses S/A (Cemat) distribuiu nota informando que a paralisação da Usina Térmica Governador Mário Covas, apesar de ser uma importante fonte de suprimento de energia elétrica para Mato Grosso e para o Sistema Interligado Nacional, "não torna necessário ações em relação à restrição de carga (redução do consumo) no Estado". Entretanto, a produção da termelétrica é um ponto estratégico no sistema interligado. A Mário Covas, segundo Fábio Garcia, pode suprir até 70% do consumo estadual e dessa forma o sistema fica fragilizado, criando a possibilidade de apagões. "Estamos negociando uma forma de fornecimento sem interrupção do gás natural da Bolívia. Se houver suspensões por algum defeito técnico, que ela seja proporcional, isonômica", disse.

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