GNA/Divulgação
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Térmica no Rio é desligada após quatro dias em operação; falha já foi solucionada, diz ONS

A termoelétrica GNA I, que fica em São João da Barra (RJ), apresentou problemas técnicos e foi desligada do Sistema Interligado Nacional na segunda-feira, mas voltou a operar ontem 

Wilian Miron e Denise Luna, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2021 | 10h51
Atualizado 23 de setembro de 2021 | 12h07

SÃO PAULO e RIO - Quatro dias após entrar em operação comercial, a termoelétrica GNA I apresentou problemas técnicos com risco para o sistema de fornecimento de gás e foi desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN) na segunda-feira, 20, às 11h38. A informação foi confirmada na quarta-feira, 22, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O órgão informou, porém, que a operação já foi retomada ontem, após ajustes.

A GNA I, localizada em São João da Barra (RJ), é a segunda maior térmica do País e entrou em operação comercial na última quinta-feira, 16. Conta com capacidade instalada de 1.300 MW. O início da operação estava previsto para julho. Contudo, a usina passou por problemas durante os testes operacionais realizados em março, quando a turbina a vapor foi danificada.

A usina térmica é considerada fundamental para a estratégia do governo de aumentar a oferta de energia ao sistema, em um momento em que as hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste enfrentam restrições à produção devido à crise hídrica.

Em comunicado, o ONS informou que, "apesar desse desligamento não previsto, existem outros recursos que podem ser utilizados para minimizar os impactos" de uma eventual ausência na geração de energia.

Uma medida que tem sido adotada pelo órgão é o programa de Redução Voluntária na Demanda (RDV), para grandes consumidores industriais, e o programa de incentivo de economia de energia para consumidores residenciais e pequenos comércios

Na quarta, o grupo técnico do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE) aprovou a redução adicional de 205 megawatts (MW) na demanda de grandes consumidores industriais. Antes, o órgão havia aprovado o montante de 237 MW em adesões ao programa.

O segmento da indústria que apresentou maior adesão ao programa foi o de metalurgia, seguido pelos ramos de minerais não metálicos; químicos; extração de minerais não metálicos; alimentícios; madeira, papel e celulose; serviços; e veículos.

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