Usinas com barragens voltam às discussões

O governo quer que a população decida pela construção ou não de, pelo menos, 25 novas hidrelétricas de grande porte, com reservatórios, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do País. Juntas, as usinas teriam capacidade para gerar 46,6 mil megawatts (MW), quatro vezes mais do que uma hidrelétrica de Belo Monte, que, em uma situação de aproveitamento máximo, tem capacidade para produzir 11 mil MW.

RIO, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2015 | 02h04

Se aprovado, o projeto significará uma mudança de estratégia do governo, que tem privilegiado a construção das hidrelétricas chamadas de "a fio d'água", com pequenos (ou nenhum) reservatórios e baixo impacto socioambiental.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor elétrico, desenvolveu o estudo sobre os efeitos da instalação das 25 usinas e entregou o documento ao Ministério de Minas e Energia para que a proposta seja levada a especialistas, executivos e à sociedade.

Se o uso de hidrelétrica com reservatórios não for aprovado, a saída, segundo o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, será o consumo crescente de energia térmica a gás natural. "Esse é um debate a ser travado pelo setor elétrico e a sociedade como um todo", afirmou, durante palestra no Enase 2015, evento do setor elétrico realizado no Rio.

Das 25 usinas selecionadas, nove têm menor impacto socioambiental, dez têm um risco maior e seis poderão atingir áreas de proteção ambiental, tribos indígenas e comunidades quilombola. / F.N. e V.N.

Mais conteúdo sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.