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Usineiros de álcool devem rejeitar proposta de litro a R$ 1

Usineiros do Centro-Sul do Brasil devem rejeitar proposta do governo federal de reduzir para R$ 1,00 o preço do litro do álcool nas unidades produtoras, na reunião marcada para hoje à tarde em Brasília. Os empresários reuniram-se ontem na sede da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) e decidiram que irão manter a tese de que o litro do álcool hoje é mais barato, comparativamente, do que o R$ 1,00 acordado com o governo na última crise do combustível em 2003.O governo insiste em manter o valor acertado há três anos, enquanto os usineiros estimam que o preço hoje, com a inflação, deveria ser da ordem de R$ 1,22 nas usinas. Como o valor cobrado nas unidades produtoras está em torno de R$ 1,09, os empresários não parecem dispostos a ceder. De acordo com o conselheiro da Unica, Luiz Guilherme Zancaner, "hoje o preço do álcool ainda está mais barato do que no último acordo e isso nós vamos mostrar para o governo". O empresário ratificou que a diferença no preço do álcool na safra e entressafra, que chega a 100% nos postos de combustíveis, seria minimizada com a formação de estoques reguladores. A reserva poderia ser feita pelo próprio governo, ou financiada para os produtores. Zancaner está em Brasília, onde participará à tarde da reunião do setor com representantes do governo, entre os quais os ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues, e da Fazenda, Antonio Palocci.

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2006 | 11h42

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