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Usineiros rejeitam proposta do governo de R$ 1 para litro do álcool

A União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) aceita um pacto para impor um teto ao preço do álcool nas usinas durante a entressafra de cana-de-açúcar, mas não concorda com o valor proposto do governo federal, de R$ 1,00 o litro. O valor é o mesmo acordado na última crise do setor, em 2003, quando o álcool disparou em virtude da eminência de uma crise de desabastecimento do combustível.Representantes do setor sucroalcooleiro e dos ministérios da Agricultura e Minas e Energia vão discutir o assunto em Brasília (DF), na próxima quarta-feira, e os usineiros vão mostrar que o valor acordado em 2003 seria de R$ 1,22 hoje com a correção pela inflação. "A Unica entende a situação do governo, mas considera o R$ 1 como um símbolo, e acredita que não será esse o valor. O setor está atento e concorda com um acordo no qual haja um limite nos preços", afirmou Fernando Ribeiro, secretário-geral da entidade que reúne as usinas do Centro-Sul do Brasil. Como o valor de R$ 1,22 o litro do álcool nas usinas seria R$ 0,12 superior ao praticado hoje nas unidades produtoras e sinalizaria novos aumentos de preços ao consumidor, a tendência é de que o acordo fique próximo ao valor praticado durante esta semana, em torno de R$ 1,10. "Nós vamos mostrar o nosso trabalho, como estão os nossos estoques e ratificar a posição de antecipar a safra para que haja a redução nos preços", disse Ribeiro.De acordo com o secretário-executivo da Unica, a idéia é que o setor se comprometa a produzir 800 milhões de litros entre março, quando as usinas começam a processar a safra 2006/2007 no Centro-Sul, e 1º maio, quando começa a safra oficialmente. O volume seria 33% superior aos 600 milhões de litros produzidos no mesmo período da safra passada e da retrasada, quando houve o acordo de preços e de volume entre governo e usineiros.O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Nelson Hubner, explicou hoje que o preço de R$ 1,00 por litro na entressafra foi acertado entre os usineiros e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. "A gente acha que pode haver simplesmente uma negociação e ser mantido o acordo que já fizeram com o presidente em 2003. Não tem necessidade de fazer nenhuma modificação", disse Hubner.

Agencia Estado,

06 de janeiro de 2006 | 16h02

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