Uso da capacidade instalada da indústria cai a 82,4%

Os indicadores industriais de janeiro de 2005, divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), confirmam a desaceleração da atividade em relação ao último trimestre do ano passado, mas corroboram expansão em comparação ao mesmo período de 2004. A capacidade instalada da indústria nunca esteve tão alta no início do ano, segundo a CNI, desde 1992, quando foi iniciada a pesquisa. O índice dessazonalizado, ficou em 82,4%, contra 82,9% em dezembro e 80,8% de janeiro de 2004.O índice sem dessazonalização atingiu 81% e o recorde anterior para janeiro tinha sido atingido em 2001, com 80,4%. Segundo a CNI, "o alto aproveitamento do parque produtivo no início de ano, período sazonalmente fraco, já sinaliza que o investimento em máquinas e equipamentos é tema prioritário para o ano de 2005. É condição necessária para garantir a continuidade desse robusto crescimento industrial". Vendas da indústria caem 1,97%Segundo o relatório da CNI, o arrefecimento na expansão da atividade foi gerado tanto pela política econômica recessiva quanto pelo fato de base de comparação do ano passado ter sido muito elevada. As vendas reais dessazonalizadas caíram 1,97% em relação a dezembro mas cresceram 3,13% em comparação com janeiro do ano passado. Também houve redução nas horas trabalhadas na produção, que caíram 2,05% na comparação com o mês anterior e cresceram 8,17% em relação a janeiro de 2004.O número de pessoal empregado, no entanto, subiu tanto em relação a dezembro (+0,27%), quanto em comparação a janeiro do ano passado (7,10%). Também houve elevação dos salários líquidos reais (massa salarial) de 0,18% sobre dezembro e de 10,48% sobre janeiro/2004. Esses indicadores relativos ao mercado de trabalho fazem com que as perspectivas positivas de longo prazo do empresariado não sejam prejudicadas pelo arrefecimento neste início do ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.