Uso da capacidade instalada das micro e pequenas empresas fica estável

O uso da capacidade instalada das micro e pequenas empresas do Estado manteve-se estável no mês de abril com relação a março, em 64,8%, segundo pesquisa mensal de conjuntura realizada pelo Sindicato da Micro e Pequena Empresa do Estado de São Paulo (Simpi-SP). Pedidos em carteira, que já haviam subido 7,2% em março, tiveram alta de 3,4% em abril, assim como o faturamento, que aumentou 2,9% neste mês, ante uma elevação de 5,6% em março. De acordo com comunicado distribuído à imprensa pelo Simpi-SP, o desempenho fez com que os estoques caíssem 1% no mês, ante uma alta de 1,4% em março.O nível de emprego apresentou alta de 0,4% em abril, o que representa mais 3.900 empregados e um total de 967.700 trabalhadores ligados a micro e pequenas empresas filiadas ao Simpi-SP. A pesquisa foi realizada junto a 117 pequenos negócios, onde a média é de 23,2 empregados por empresa. A expectativa dos empresários para o nível de emprego em maio é de uma alta de 0,7%. Em abril, do total das empresas pesquisadas, 35% disseram estar operando no sistema bancário com financiamentos, ante um resultado de 37% em março.Questionados sobre os principais problemas para os negócios no mês de abril, 25% dos micro e pequenos empresários responderam impostos, seguidos por custo da matéria prima (23%), vendas (20%), juros e financiamentos (15%) e política (7%).O índice de empresas que tiveram alguma dificuldade para receber seus créditos foi de 67%, um dos mais baixos já registrados pela pesquisa do Simpi-SP. Em março, o índice chegou a 75%. O percentual médio da inadimplência sobre o faturamento foi de 7,5%. Mais da metade das empresas (59%) tiveram seus compromissos afetados pela inadimplência, sendo que o pagamento dos impostos foi o item mais citado (37%), seguido por fornecedores (12%) e salários (8%).

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