WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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Uso da capacidade instalada na indústria é o menor desde 2003

Nível de capacidade instalada na indústria brasileira caiu para 77,7% em setembro, informa a CNI; salários caíram

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2015 | 14h37

BRASÍLIA - O nível de capacidade instalada na indústria brasileira ficou em 77,7% em setembro ante 77,9% em agosto, na série dessazonalizada, de acordo com os indicadores industriais divulgados nesta terça-feira, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com o recuo de 0,2 ponto porcentual na variação mensal, o indicador registrou o menor patamar para a série histórica, que começou em janeiro de 2003. Em setembro de 2014, a utilização da capacidade instalada era de 81,5%.

O faturamento da indústria teve alta de 1,2% em setembro na comparação com agosto e recuou de 8,4% em relação a setembro de 2014. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o faturamento real da indústria caiu 6,8% ante o mesmo período de 2014.

O gerente-executivo da  CNI, Flávio Castelo Branco, minimizou a alta do faturamento. "Não caracteriza reação, mas pode ser sinal positivo à frente", analisou durante divulgação do estudo Indicadores Industriais.

Castelo Branco ponderou que a ociosidade da indústria se acentuou em setembro. "Ou seja, o quadro, apesar da melhora do faturamento, não nos leva a crer em interrupção de queda da utilização da capacidade instalada", observou. Ele argumentou ainda que esse aumento do faturamento pode ter ocorrido por um ajuste de estoques ou, eventualmente, ser um efeito das empresas que têm componentes de exportação mais significativos no seu faturamento.Com a retração na atividade e o aumento da ociosidade, as indústrias brasileiras continuam demitindo. O emprego recuou pelo sétimo mês consecutivo, ao cair 1,7% em setembro ante agosto, na série dessazonalizada. Na comparação com setembro de 2014, a queda foi de 7,9%. Já no acumulado do ano, o recuo do emprego foi de 5,5% ante os nove primeiros meses do ano passado.

A diminuição do mercado de trabalho atingiu a massa salarial e o rendimento dos trabalhadores. Segundo a pesquisa, a massa salarial real teve redução de 1,6% em setembro ante agosto, na série dessazonalizada, e caiu 8,2% ante setembro de 2014. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a massa salarial real teve queda de 5,3% ante o mesmo período de 2014.

O rendimento médio real caiu 0,3% em setembro ante agosto e teve redução de 0,3% em setembro ante o mesmo mês de 2014. No acumulado do ano, entretanto, o rendimento médio real, apresenta uma ligeira alta, de 0,2%, na comparação com os primeiros meses de 2014.

 

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