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Uso do álcool ainda é vantajoso em 11 estados

Os donos de carros biocombustíveis ainda levam vantagem em abastecer com álcool hidratado no Estado de São Paulo (o maior produtor) , diz a professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-USP), de Piracicaba, Mirian Bacchi. Nos outros estados, segundo ela, existe uma "faixa de indiferença". "Em São Paulo ainda é vantajoso o uso do álcool, tanto economicamente quanto pelos aspectos ambientais e sociais", comenta ela.Há cerca de duas semanas, o Cepea, com base em dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), ou seja, de preços vendidos na bomba dos postos de combustíveis, apontou que encher o tanque de um carro flex com gasolina era vantajoso no Distrito Federal e em outros 15 estados. Os estados são: Acre, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.Nos outros 11 estados ainda era vantajosa a utilização do álcool, pois o valor desse produto custava no máximo de 60% a 70% do valor da gasolina, levando-se em consideração que o álcool rende menos. Os estados são: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Essa pesquisa não foi atualizada, mas Mirian acredita que ainda devem prevalecer esses dados. "Isso depende muito da marca e do modelo do carro e até de quem o dirige", comenta Mirian.PreçoNa semana passada, a primeira de janeiro, o preço do venda do álcool hidratado pelo produtor ao distribuidor aumentou 2,73% em relação à última semana de dezembro. O preço do álcool anidro, que é misturado à gasolina, no entanto, recuou 0,92%, principalmente após a medida adotada a partir de sexta-feira, com a adição de um corante laranja ao anidro, para evitar fraudes de sonegação fiscal e adulteração - fraudadores compravam o anidro (isento de 12% de ICMS) e o misturavam, vendendo-o como hidratado aos revendedores dos postos.Mirian destaca ainda que houve uma sazonalidade de preço entre maio e junho, quando o produtor passou a vender o álcool de R$ 0,73 para R$ 0,58 o litro. "Atípica é a sazonalidade de queda e de aumento de preços, sendo que os aumentos se acentuaram desde julho, mas o álcool é altamente competitivo e veio para ficar", enfatiza a pesquisadora."Parte dos aumentos é de recuperação de preços, mas as coisas vão se acomodar por si só", aposta ela, que espera um entendimento maior entre governo e usineiros. "Seria importante ter uma política para todo o setor." Segundo Mirian, apesar de que o atual momento é ruim para o setor sucroalcooleiro, na média, 2005 foi um ano favorável ao álcool em relação à gasolina. "Foi isso que motivou o consumo de álcool, mas a tendência é a equiparação."

Agencia Estado,

09 de janeiro de 2006 | 19h00

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