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Uso do FGTS na bolsa terá audiência pública

O senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (PFL-BA) afirmou hoje que o projeto para o uso de recursos do FGTS no mercado de ações passará por uma audiência pública. Segundo ele, o projeto foi discutido hoje na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. "O setor da construção civil está com receio de perder recursos", afirmou à Agência Estado. "Então os representantes estão criando obstáculos e apresentado substitutivos ao projeto."Por esse motivo, ficou decido que o assunto irá a debate em uma audiência pública que reunirá representantes do mercado financeiro, da construção civil e da gestão do FGTS. Segundo o senador, autor do projeto, a intenção é tentar marcar a audiência ainda neste ano. "Sei que não é fácil porque o tempo é apertado, mas faremos de tudo", disse. O projeto em tramitação no Senado prevê o direcionamento de até 1% dos recursos recolhidos pelo FGTS para a aplicação em ações.Na avaliação do senador, há um "desvirtuamento" do assunto. "Esses recursos serão usados para financiar as empresas brasileiras", disse. Ele lembrou que os investidores só poderão comprar ações de novos lançamentos feitos pelas companhias. Além disso, terão a opção de resgatar os papéis em até cinco anos, pelo rendimento de TR mais 3% ao ano. Segundo o senador, existe hoje uma limitação grande ao financiamento das companhias, já que os recursos estão escassos. "É preciso alargar o mercado de capitais", disse.PT cautelosoO senador afirmou que o PT está cauteloso em relação a todos os projetos em tramitação. "Os parlamentares estão pedindo revisão dos projetos e querem estudar mais", afirmou. "Mas os sinais que tivemos são positivos, de que estavam de acordo com o assunto (FGTS na bolsa)".Ele afirmou que pode ser discutida a sugestão do consultor Antoninho Marmo Trevisan, que defendeu que o Conselho de Gestão do FGTS estabeleça um montante anual de recursos para o mercado de capitais ? e não seja fixado um porcentual, como está no projeto. "O Trevisan é uma figura brilhante, sua opinião deve ser respeitada e podemos debater", afirmou.

Agencia Estado,

26 de novembro de 2002 | 16h02

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