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Uso misto e coworking, tendências de sucesso

Comercialização total de 339 apartamentos e a exclusividade para escritórios flexíveis, com serviços, premiam quatro empresas

Heraldo Vaz, Especial para O Estado, São Paulo

29 de agosto de 2019 | 12h18

Com a tendência multiúso em alta e uma demanda crescente por escritórios compartilhados, o sucesso comercial premiou dois empreendimentos. Um foi o Helbor Wide São Paulo, que reúne apartamentos, hotel, lojas e cinemas na Avenida Rebouças, zona oeste. O outro é o HBR Corporate Tower, no eixo empresarial da Avenida Faria Lima, totalmente destinado ao coworking.

O júri do Master Imobiliário valorizou “a campanha eficiente que resultou em 100% de vendas” dos 339 apartamentos do prédio residencial do Wide São Paulo. Isso deu o prêmio de comercialização à Helbor S/A, HBR Realty e MPD Engenharia. “Atende a diferentes públicos”, explica o diretor de vendas da Helbor, Marcelo Bonata, apontando opções de estúdios, com 29 m², até duplex, com área de 130 m², “para jovens, solteiros, casais de todas as idades e amantes de uma vista fantástica na divisa de Pinheiros com o Jardim Europa”.

Foi o primeiro projeto aprovado pela Lei de Zoneamento de 2016 na Rebouças, que recebeu uma sucessão de lançamentos, incentivados pelo aumento do potencial construtivo. Em um terreno de 4,7 mil m², serão 41 mil m² de área construída. Além do mall, com 11 lojas, e de quatro salas da rede Cinemark, com 500 assentos, haverá torre de 17 pavimentos, com 170 quartos do Hilton Garden Inn. O hotel oferecerá serviços pay per use aos moradores.

Com o mote de “infinitas possibilidades” em um só lugar, a campanha contou com anúncios em jornais e revistas, marketing online, folhetos, brindes e eventos, como sessões de cinema grátis para visitantes do estande. Também incluiu treinamento para 800 corretores e distribuição de prêmios por desempenho. “Fizemos um projeto ousado em Pinheiros, que tem toda a infraestrutura e inúmeras opções de gastronomia e happy hour”, diz Bonata, elogiando a revitalização da Rebouças com o Plano Diretor. “Foi uma transformação imobiliária, uma renovação, promovendo desenvolvimento e valorização.”

As obras foram iniciadas em 2018. O vice-presidente da MPD, Milton Meyer, afirma que já foram concluídas as contenções e fundações e executada 45% da estrutura de concreto armado. Para o diretor da HBR Realty, André Agostinho, “é vocação do Wide se tornar ponto de referência para lazer, serviços, alimentação e coworking”.

No HBR Corporate Tower, a vocação exclusiva é o coworking. O empreendimento comercial premiou a HBR Realty, que idealizou o projeto, e a construtora Toledo Ferrari, responsável pela execução. A torre, com 19 pavimentos, tem 22,8 mil m² de área construída em terreno de 4 mil m².

Os 10,7 mil m² de área locável estão sob administração da WeWork, que oferece de mesa compartilhada até uma laje inteira, com salas de reuniões privativas, além de serviços de recepção, limpeza, equipamentos e apoio de secretárias. Com o aumento da demanda por escritórios flexíveis e a união a uma das maiores corporações mundiais de coworking, “o complexo foi totalmente alugado e gerenciado neste modelo inovador”, diz o voto do júri.

A comissão julgadora elogia a “alta tecnologia de operação” do comercial padrão triplo,com certificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), da Green Building. O HBR Corporate Tower “está 100% dedicado ao coworking”, diz o presidente da HBR

Realty, Henrique Borenstein.

Em dezembro de 2018, a Helio Borenstein S/A fechou parceria em que - por meio de duas controladas, HBR Realty e Helbor S/A - assegura a locação de 100 mil m² para implantação de escritórios flexíveis compartilhados. No total, são cinco empreendimentos com salas e lajes corporativas preparadas para a WeWork. “Era estoque, que gerava despesas de R$ 21,5 milhões por ano”, afirma Borenstein. “Com a locação, haverá receita anual de R$ 40 milhões.”

O selo LEEd Gold é a coroação da adoção de boas práticas de projeto e obra, diz Borenstein, destacando benefícios como economia de 17% na energia e de 40% de água potável, comparados a um edifício padrão. Conta “com amplo sistema de automação predial”, medição individual de água e luz, acrescenta o diretor da Toledo Ferrari, Cid Ferrari. “Além de recarga para carros elétricos, reúso de água e elevadores com recuperação de energia.”

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