Felipe Rau/ Estadão
Felipe Rau/ Estadão

USP, Unicamp e mais oito universidades suspendem aulas

Em razão dos reflexos da greve, instituições de ensino estão cancelando as atividades

Isabela Palhares e Paulo Roberto Netto, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2018 | 20h48

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciaram a suspensão de atividades acadêmicas por causa dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Ao menos mais oito universidades públicas também cancelaram as aulas. 

A USP comunicou na noite deste domingo, 27, que as atividades da graduação estão suspensas nesta segunda, terça e quarta-feiras. Para a pós-graduação e extensão, cada unidade irá decidir sobre a realização das aulas. 

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Já a Unicamp, que havia suspendido as atividades na sexta-feira, 25, manteve a decisão para hoje. Em nota, a instituição informou que, com a greve, foram afetados os sistemas de ônibus (fretados e circulares internos ) e o sistema de abastecimento dos restaurantes universitários. 

Em nota, a reitoria também orientou a população a procurar outras unidades de saúde, já que o Hospital de Clínicas da Unicamp pode ter “condições limitadas” de atendimento em função da dificuldade dos prestadores de serviços e fornecedores de insumos. 

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Outras universidades, como a Federal de Minas Gerais (UFMG), de Santa Catarina (UFSC), do Rio de Janeiro (UFRJ), de Brasília (UNB), da Bahia (UFBA), Paraná (UFPR), do Sergipe (UFS) e Rio Grande do Norte (UFRN) também cancelaram as atividades desta segunda-feira, 28. 

Na sexta, ao menos 11 universidades públicas também haviam suspendido parcial ou totalmente as atividades acadêmicas e administrativas. Em oito instituições, as aulas foram canceladas e em outras duas, a reitoria recomendou que os professores não aplicassem atividades de avaliação. 

O mesmo acontece na rede privada, onde as aulas foram suspensas pelas Estácio de Sá, PUC-RS e Faculdade Getúlio Vargas (FGV), nas unidades de Campinas, Piracicaba, Americana e Jundiaí. 

Escolas. A greve também alterou a rotina das escolas. Na rede estadual de São Paulo, a orientação é de que as diretorias de ensino desconsiderem as faltas de professores e alunos. Elas devem oferecer a opção de compensação de ausência, caso haja necessidade.Todo o conteúdo perdido deverá ser reposto. 

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo informou que as escolas terão aula, mas irão ofertar uma merenda especial de acordo com os alimentos disponíveis no estoque. Informou ainda que estuda uma ação para ajudar as fornecedoras de merenda terceirizada na obtenção de insumos, especialmente gás de cozinha. 

Outros Estados também cancelaram as aulas, como na rede estadual de ensino de Minas Gerais. Em Santa Catarina, das 1.073 escolas públicas, 80 não terão aula em razão da falta de combustível para o transporte escolar ou por dificuldades no fornecimento de alimentação.

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