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Usuários da Adress estão desamparados

Os segurados da Administração, Representação de Sistemas de Saúde Ltda (Adress) no Rio de Janeiro estão desamparados e sem opções. A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) determinou a liquidação extrajudicial da empresa na última sexta-feira e está tentando obter informações essenciais sobre a situação da empresa. A ANS ainda não sabe nem se existe uma rede mínima para prestar atendimento aos usuários. Vários hospitais credenciados deixaram a empresa por causa das dívidas. A falta de informação vai obrigar a agência a publicar um anúncio em um jornal carioca para pedir que os usuários que estejam com seu pagamento em dia procurem a ANS. O objetivo é quantificar o número de segurados. Uma das recomendações da ANS ao cliente da Adress é não pagar mais o plano até que saia um balanço preliminar da situação da empresa. A agência lembra que o segurado tem direito ao atendimento com até dois meses de atraso no pagamento. Já o Procon - RJ, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, informou que, dada a incerteza da situação, não está dando nenhuma recomendação ao usuário até sexta-feira. Segundo o assessor jurídico do Procon, Jacob Atallah, a ANS prometeu um primeiro balanço sobre a Adress para o Procon-RJ para sexta-feira. "Como não sabemos o que vai ocorrer com a empresa estamos registrando as queixas dos consumidores e encaminhando para agência", disse Atallah. De acordo com o levantamento do Procon - RJ, a Adress é a quarta empresa no ranking de queixas dos consumidores contra as empresas de saúde. O assessor jurídico contou também que há nove processos contra a empresa no Procon - RJ por causa de problemas com atendimento. " Os processos são por causa do descredenciamento de dois terços da rede", disse Atallah. Em outubro, o Procon - RJ multou a empresa em R$ 21.920,46 por irregularidades no pagamento de consultas. Médicos têm atrasos nos pagamentos desde 1999A diretora do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, contou que os médicos estão com os pagamentos atrasados desde outubro de 1999. A orientação do Cremerj aos profissionais é que eles cobrem dos clientes os R$ 32, definido como preço da consulta pela Associação Médica Brasileira (AMB), e que o paciente cobre a restituição da empresa. "Não dá para trabalhar para uma empresa que não paga." De acordo com Márcia, só para os 75 médicos que procuraram o Cremerj, a Adress está devendo R$ 200 mil. A Agência Estado tentou localizar a diretoria da Adress, mas a empresa não atendeu nenhum dos telefonemas.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2001 | 11h39

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