Usuários do Speedy recusam-se a pagar provedor

Usuários do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, estão se negando a pagar o provedor de acesso à Internet. E não por falta de dinheiro, mas porque afirmam, com provas, que o provedor é desnecessário para utilizar o Speedy.O analista de sistemas Jorge de Maria Carvalho Pinto utiliza o Speedy sem pagar o provedor, desde novembro. "A exigência que a Telefônica faz, obrigando o usuário a pagar provedores parceiros para utilizar o Speedy é descabida", protesta. "Lido profissionalmente com redes e fiz testes simples que provam que o sinal somente percorre a estrutura da Telefônica, nunca do provedor."Para utilizar o Speedy, a advogada Maria Elisa Focante diz que a Telefônica exigiu que ela contratasse algum provedor parceiro da empresa. Ela pretende entrar, nesta semana, com uma ação na Justiça, argumentando que a obrigatoriedade fere o Código de Defesa do Consumidor. "Não posso me calar perante esta irregularidade", diz. De acordo com o Código, a venda casada de produtos e serviços é proibida.Elisa animou-se ao saber da sentença emitida no dia 14 pelo Juizado Especial Cível da Universidade Mackenzie, que favorecia o programador Dâniel Fraga. Ele obteve a permissão de usar o serviço sem pagar o provedor. A Telefônica disse que vai recorrer e não cumpriu a sentença, suspendendo o serviço para Fraga na quarta-feira. "O provedor neste caso é um webflanelinha, que ganha sem fazer nada", alfineta.Em nota oficial, a Telefônica argumenta que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não permite que uma concessionária de telefonia fixa faça o provimento de acesso à Internet. Duas liminares que autorizavam o não-pagamento já foram suspensas pela Justiça."A normativa da Anatel está caduca", critica o músico Antônio Bayma, que move uma ação semelhante a de Fraga junto ao Ministério Público. Ele busca o direito de usar o serviço ADSL Turbo, oferecido pela Brasil Telecom, sem ter de pagar provedor.

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