Vacinação e ajuste fiscal são fundamentais para economia
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Vacinação e ajuste fiscal são fundamentais para economia

Fundo Garantidor do BNDES ajudou muitas empresas na primeira onda da pandemia; expectativa agora é por uma segunda rodada de crédito

Banco Daycoval, Media Lab Estadão
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01 de abril de 2021 | 09h08

A economia mostra resiliência mesmo com impacto negativo da pandemia. O momento ainda é de incertezas, e especialistas avaliam que só a vacinação em massa e o ajuste fiscal serão capazes de levar a economia de volta ao trilho. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto – que participou de um debate promovido pelo Banco Daycoval, dia 30 de março, sobre as soluções de enfrentamento à crise financeira –, considera que em até três meses os grupos de risco terão sido vacinados, e a partir daí teremos uma abertura mais rápida da economia.

 “É importante dizer que a economia cresceu em janeiro e fevereiro, mas apresenta problemas em março com o recrudescimento da pandemia, que leva a uma consequência direta que é a piora da atividade econômica”, diz Henrique Meirelles, ex-ministro, ex-presidente do Banco Central e atual secretário de Estado de Fazenda e Planejamento de São Paulo, que encerrou o evento promovido por Daycoval, chamado Perspectivas Econômicas e para Investimentos no Brasil de 2021. 

Diante desse quadro, o ex-ministro destaca a importância da vacinação, uma vez que, quanto mais brasileiros forem imunizados, melhor para a economia, que deverá crescer mais. Outro desafio que o País enfrenta é o da equação fiscal. “Temos um orçamento em que houve uma acomodação, e as despesas obrigatórias estão subestimadas. Para manter o controle, ou se faz um contingenciamento, ou teremos um problema fiscal sério.”

Campos Neto, presidente do BC, também chamou a atenção para uma retração menos forte do que a esperada em janeiro e fevereiro, mas, mesmo sem o auxílio emergencial, a economia se mostrou mais resiliente. “O primeiro semestre deve ser pior por causa de março, abril e maio em razão da pandemia, mas acreditamos que, com o cronograma de vacinação e a abertura da economia, o segundo semestre será mais forte. Rebaixamos nosso crescimento no ano de 3,8% para 3,6%.”

Mais crédito

Carlos Dayan, diretor executivo do Banco Daycoval, salientou no evento o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na pandemia. “No auge da crise em 2020, quando os bancos estavam em um estresse muito grande, principalmente por causa do crédito, e ninguém sabia para onde iria a economia, o BNDES criou o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), e os bancos participantes puderam conceder empréstimos a pequenas e médias empresas com 80% do valor garantido por esse fundo, o que deixou os bancos mais tranquilos.”

“O pequeno empresário é o herói nacional, o que nos dá um alento, uma vez que somos um banco que apoia as pequenas e médias empresas”, comenta Carlos Dayan, sobre o apoio incondicional do BNDES ao pequeno e médio empresário do País. O FGI é um exemplo disso. O programa gerou cerca de

R$ 100 bilhões em créditos concedidos, que não foram repasse de dinheiro do governo; foram utilizados os caixas dos próprios bancos, garantidos por um fundo de R$ 20 bilhões.

Pioneiro na adesão ao FGI, o Daycoval liberou no ano passado recursos para mais de 5 mil empresas. “Foi uma situação que nunca vivemos, e soluções passadas não seriam aplicáveis. Então, fizemos um benchmark com todos os nossos pares mundo afora e vimos que não tínhamos o seguro de crédito. Assim criamos um produto inovador, que foi um tremendo sucesso”, diz o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, ao comentar que o foco do banco nesse período tem sido as pequenas e médias empresas. Para Montezano, há apetite do mercado para uma nova rodada de crédito, mas isso ainda depende de aprovação do Congresso. Para ele, produtos nichados devem ter destaque, já que nem todos os setores foram afetados pela pandemia.

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É importante dizer que a economia cresceu em janeiro e fevereiro, mas apresenta problemas em março com o recrudescimento da pandemia, que leva a uma consequência direta que é a piora da atividade econômica
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Henrique Meirelles, secretário de Estado de Fazenda e Planejamento de São Paulo

Investimento em renda variável ganha destaque com queda da Selic

Com a Selic no menor patamar histórico, investidores estão buscando outras opções para garantir melhor retorno dos seus investimentos. Com isso, o número de pessoas físicas na Bolsa de Valores brasileira saltou de 179 mil em 2018 para 809 mil em 2020. “Todas as áreas de investimentos vêm apresentando crescimento muito forte, e este evento visa dar uma luz em meio à volatilidade dos mercados que temos vivenciado”, disse Morris Dayan, diretor executivo do Banco Daycoval ao abrir os painéis sobre investimentos durante evento realizado pelo banco.

“Desde 2008 vivemos juros baixos, e isso, aliado a outros fatores, como a necessidade de capital pós-covid, nos moveu para um mundo de inflação. Neste momento, o câmbio ficou mais volátil, gerando receio para investidores estrangeiros”, diz Zeca Magalhães, sócio-fundador da Tarpon Capital. Para ele, as commodities são uma opção para reserva de valor, e o setor de infraestrutura pode se beneficiar deste momento, assim como de saneamento e concessão.

Especialistas consideram que setores ligados ao turismo, locadoras de veículos e shoppings devem ganhar destaque entre os investidores. “A pandemia é desafiadora até para gestores mais antigos, mas na adversidade surgem as oportunidades”, diz Rogério Xavier, da SPX Capital.

Mesmo com a desvalorização do real, Mário Torós, da Ibiúna Investimentos, considera que não se deve tentar controlar o câmbio. “Para reduzir a diferença, é importante tomar medidas econômicas para o progresso do País. O Brasil não vai pular no precipício, mas, quando começa a acumular um conjunto de políticas econômicas ruins, o resultado é queda do potencial de crescimento do País.”

 

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