Vai pagar dois carros e quer mais crédito

Estabilidade no emprego dá garantias para metroviário assumir novos financiamentos

Marcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

A forte confiança na manutenção do emprego dá respaldo para que o consumidor cogite assumir novos crediários. "Estou segura. Faz oito anos que trabalho no mesmo lugar", disse a promotora de eventos Fabiana Francisco, de 31 anos.

Na última sexta-feira, acompanhada dos filhos Felipe, de 12 anos, e Gabriel, de 11 anos, ela fazia as contas de quanto pretende gastar no próximos meses com a compra de uma máquina de lavar roupas e um televisor de LCD (tela de cristal líquido na sigla em inglês) de 42 polegadas.

Com renda mensal de cerca de R$ 4 mil, Fabiana planeja comprometer 10% do orçamento com as prestações desses dois produtos. "A minha intenção é parcelar em até dez vezes, no máximo", disse ela, enquanto fornecia os dados para obter um cartão da loja. A rede oferecia, nesses itens, parcelamento em até 18 vezes, sem acréscimo.

O metroviário Airton Nery, de 46 anos, é outro que está confiante no cenário econômico. "Não vejo risco. A situação melhorou bastante", disse ele, que é um empregado concursado. Isso significa que Nery praticamente não corre risco de desemprego. Atualmente, ele tem cerca de 15% da sua renda comprometida com a prestação de um carro zero quilômetro, financiado em 50 meses.

"Já paguei 29 prestações do carro", contou o metroviário que não está satisfeito com um financiamento tão longo. "Já fiz as contas: vou pagar o equivalente a dois carros", afirmou, lembrando que a aquisição foi feita por impulso.

Quando terminar de pagar o veículo, Nery planeja comprar outro carro mais potente, já que o atual é de mil cilindradas. Além da maior robustez do veículo, ele já tem as prerrogativas da nova aquisição: vai comprar um automóvel usado e financiado em, no máximo, 24 meses.

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