Vai se abrindo, no Brasil, o leque de fontes de energia

O 17.º Leilão de Energia Nova, realizado na segunda-feira, apesar do nome e do interesse do País na melhor e maior diversificação possível das fontes de energia - principalmente energia renovável -, resultou, na prática, em predomínio absoluto da contratação de uma única energia nova: a energia eólica. Não obstante, participaram também do leilão outras ofertas energéticas, como de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), de usinas térmicas, de usinas a biomassa e, ainda, pela primeira vez nos leilões, de usinas fotovoltaicas, ou seja, de energia solar.

O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2013 | 02h10

No leilão foi contratada a venda de energia de 39 projetos eólicos, que somam uma capacidade total de 867,6 MW, com investimentos de R$ 3,37 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões da Eletrobrás. Ao todo, 28 concessionárias compraram energia no leilão, e a maior compradora foi a Copel Distribuição, do Paraná, com 6,128 milhões de MW. A segunda maior foi a Celg, de Goiás, com 5,61 milhões de MW.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a licitação chegou a negociar mais de 58,2 milhões de MWh e movimentou R$ 7,253 bilhões, com preço médio de venda de energia de R$124,43/ MWh, deságio de 1,25% em relação ao preço-teto de R$ 126/MWh.

O fato de apenas projetos eólicos terem negociado a oferta de energia levou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquin, a classificar o ano de 2013 como "o ano da energia eólica no Brasil", pois, levando em conta o resultado do leilão do mês de agosto, os projetos eólicos contratados ofertarão 2,372 mil MW de capacidade.

Uma explicação para a preferência dos compradores pela energia eólica é dada pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Melo, quando diz que o sucesso não surpreende, pois se trata do segundo tipo de energia mais barata no Brasil. Apenas a hidreletricidade ainda é mais barata do que a energia eólica.

No início deste ano, o governo anunciou que preparava algumas mudanças que tornariam a energia eólica um pouco mais cara, para deixar mais espaço para as usinas térmicas já em funcionamento. Isso criou algumas incertezas entre investidores e compradores. Segundo Elbia Melo, as incertezas foram dissipadas pela "força de mercado da eólica". Mas o governo ainda pensa em leilões separados para cada fonte, e não em juntar as diversas demandas e fontes num só evento.

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