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Vale a pena investir no Tesouro Direto?

O professor de finanças da Fipecaf Valdir Domeneghetti explica para quem é indicado o investimento, que alcançou a marca de 1 milhão de poupadores em abril

Entrevista com

Valdir Domeneghetti,  professor de finanças da Fipecaf

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 12h26

A Bolsa e o Tesouro Direto alcançaram, cada um, a marca histórica de 1 milhão de poupadores em abril. A taxa de crescimento dos dois investimentos já vinha de um histórico expressivo. No mês passado, eles tiveram expansão de 6,4% e 5,9%. O professor de finanças da Fipecaf Valdir Domeneghetti explica se a vale a pena aplicar no Tesouro

Ainda vale a pena aplicar no Tesouro, mesmo com a queda da Selic, a taxa básica de juros?

Vale, principalmente se o investidor acompanha as previsões sobre a economia e tem uma noção se os juros vão cair ou como estão as projeções sobre a inflação. Apesar de os juros estarem em queda, hoje é possível encontrar títulos de prazo de 10, 11 anos, com prêmios muito bons. 

Quais os títulos indicados para quem vai investir neste momento?

Tem muita coisa, como título do Tesouro pré-fixado e com vencimento para 2029, que paga juros de 8,76% ao ano. Isso é uma coisa fora da curva quando a gente pensa em termos de oferta no cenário global. Títulos atrelados à inflação também são bons instrumentos de proteção do capital do investidor. 

Qual o porcentual da carteira o investidor deve deixar em títulos do Tesouro?

Vai depender do perfil do investidor e da idade. Tesouro é indicado para investidores mais jovens que querem compor uma carteira voltada a aposentadoria e tenham perfil de risco moderado. Para esses, 40% a 50% do patrimônio no Tesouro, para compor com LCA e LCI, são boas alternativas de investimento. 

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