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Vale afirma a Lula que 80% do investimento será no País

O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, negou que tenha ouvido, na audiência ocorrida hoje no Palácio do Planalto, reclamações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o montante de investimentos da empresa no exterior, em detrimento de projetos no País. "Não, não, não. A mim não", disse. "Pelo menos para mim, não, ele nunca se queixou, não", completou. "Ele (presidente) tem acompanhado todos os projetos da Vale, toda a execução de investimento", insistiu.Apesar de negar que tenha sido cobrado pelo presidente, Agnelli disse que apresentou a ele números sobre os investimentos "pesados" da empresa no Brasil. Dos US$ 7,5 bilhões de investimentos da companhia neste ano, 80% serão em projetos no País, ressaltou Agnelli na entrevista. Em 2008, o investimento total chegará a US$ 11 bilhões, mantendo o mesmo índice de investimento no Brasil. "É o maior plano de investimento da indústria de mineração no mundo", disse. Agnelli salientou que o único grande projeto da companhia no exterior é o de uma usina de carvão metalúrgico em Moçambique, que ainda está no papel.MSTEm relação à recente invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Estrada de Ferro Carajás, da Vale, no Pará, Agnelli, disse que a empresa virou alvo do movimento "talvez" por "questão ideológica". Foi a terceira ocupação, em menos de um mês.Para Agnelli a companhia virou "vidraça" porque é bem sucedida. O objetivo do movimento, segundo o MST, é chamar a atenção da sociedade para a grande exploração feita pela empresa e o pouco retorno que traz para a sociedade. "A empresa está num processo de crescimento muito forte, (por isso) a gente acaba virando de alguma forma vitrine, vidraça", afirmou Agnelli. "Não tem nenhum tipo de relação possível entre MST e Vale do Rio Doce, pelo contrário. O movimento do MST de parar as ferrovias não tem nada a ver com a Vale do Rio Doce. A gente não tem absolutamente nada a ver com o MST. O próprio movimento colocou a Vale como alvo simplesmente como uma questão ideológica, talvez, talvez porque nem isso eu sei", afirmouO executivo da Vale disse que não discutiu a questão do MST com o presidente Lula na audiência de hoje no Planalto. "Não, ele (Lula) não comentou", disse. Mas admitiu que as invasões do MST incomodam "não apenas a Vale do Rio Doce, como a todos os brasileiros, é uma questão de Estado de Direito. É uma coisa que deixa a todos incomodados"

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

14 de novembro de 2007 | 14h56

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