Vale aponta recuperação nas vendas de alumínio

O fim do racionamento de energia no Brasil resultou em uma recuperação das vendas de alumina e alumínio nas operações da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), segundo a empresa. A notícia pode pressionar os preços do alumínio em meio ao crescimento dos estoques e da fraca demanda. Aproximadamente, 275 mil toneladas da capacidade ficaram ociosas quando o governo brasileiro determinou que a indústria reduzisse o consumo de energia em 15% a 25% durante o racionamento que começou em junho de 2001.A Vale do Rio Doce disse que sua refinaria de alumínio Alunorte, que fornece alumina para as joint ventures Albrás e Valesul no Rio de Janeiro, vendeu 439 mil toneladas métricas de alumina no primeiro trimestre de 2002, uma alta de 8,4% em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 20,9% ante o primeiro trimestre de 2001. A fábrica de fundição Albrás efetuou embarque de 88 mil toneladas no primeiro trimestre de 2002, um aumento de 25,7% em relação aos níveis do quarto trimestre de 2001, disse a empresa.As vendas da Valesul totalizaram 21 mil toneladas, em comparação com 16 mil toneladas no quarto trimestre de 2001. O projeto de aumentar a capacidade em 1,6 milhão de toneladas por ano da refinaria Alunorte se mantém, com US$ 39,4 milhões já tendo sido investidos, disse a Vale.A produção anual da refinaria deverá alcançar 2,4 milhões de toneladas quando a expansão for concluída. Também avança a expansão da produtora de bauxita, a Mineração Rio do Norte, com a mina elevando sua capacidade de 11 milhões de toneladas por ano para 16,3 milhões de toneladas. O projeto custou US$ 34,3 milhões, acrescentou a companhia.Como a produção na China também deve crescer, no mínimo, 600 mil toneladas este ano, segundo a previsão dos analistas, o reinício em potencial da capacidade de alumínio nos EUA, atualmente ociosa, deverá exercer um grande impacto sobre o mercado, com o preço do alumínio, consequentemente, podendo sofrer maior pressão descendente nas próximas semanas.

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