Vale avalia aquisições; prioridade é crescimento orgânico

Vale foi a 1ª companhia brasileira a receber grau de investimento, em julho de 2005

Célia Froufe, da Agência Estado, Agencia Estado

17 de dezembro de 2007 | 13h10

O diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco, deu uma resposta diplomática hoje a respeito da possibilidade de a mineradora adquirir outras empresas do setor no Brasil ou no exterior. "Aquisições são oportunísticas e sempre as estamos avaliando, mas a prioridade é o crescimento e investimento orgânicos", disse durante o seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pelo Comitê de Cooperação Empresarial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. Ele informou que a companhia possui US$ 60 bilhões para investir em projetos que não estejam relacionados a aquisições.Durante a palestra, ele ressaltou que a Vale foi a primeira companhia brasileira a receber grau de investimento (em julho de 2005) e que um dos fatores mais importantes para o crescimento da empresa é a necessidade de capital humano.Para o executivo, embora o Brasil não tenha recebido ainda o grau de investimento pelas agências de classificação de risco, o mercado, por ser prospectivo, já está incorporando a obtenção da nota máxima nos preços da dívida. Isso pode ser visto, segundo ele, pelo processo de globalização das finanças corporativas brasileiras. "Pode ser uma questão de semanas, meses, mas o principal já aconteceu", avaliou.Castello Branco criticou a legislação cambial atual do País, alegando que ela foi criada em 1933 e que se trata atualmente de uma relíquia. Ele ressaltou que apesar da reforma de liberação do movimento de capitais no Brasil, as exportações ainda têm que trabalhar com cobertura cambial. "É importante mudar a legislação para eliminar um artefato da época do protecionismo. Vivemos em outro século", considerou.

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