Marcos Arcoverde/Estadão
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Vale corta US$ 2 bilhões de seu maior projeto, em Carajás

Mudança está relacionada à desvalorização da moeda brasileira, já que a maior parte dos custos do investimento é atrelada ao real

Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2015 | 02h06

RIO - A Vale reduziu para US$ 14,4 bilhões o orçamento do projeto S11D, em Carajás (PA), o maior da história da companhia. O valor está US$ 2 bilhões abaixo da estimativa com a qual a companhia vinha trabalhando desde o fim do ano passado. Em relação ao orçamento original, de US$ 19,7 bilhões, a queda é de US$ 5,3 bilhões. A mudança está relacionada à desvalorização da moeda brasileira na comparação com o dólar, uma vez que a maior parte dos custos do investimento é atrelada ao real.

Em meio ao cenário de queda de preços do minério de ferro, a Vale aposta no S11D como um trunfo, graças a seu baixo custo de produção e ao alto teor de ferro do minério produzido no local (66,7%). A qualidade é uma arma para ganhar mercado das concorrentes australianas. A mineradora estima que o custo de produção de seu minério no porto brasileiro, excluídos royalties, caia a pelo menos US$ 10 por tonelada quando o projeto começar a rodar.

O novo número foi apresentado ontem a analistas e investidores, durante uma visita ao projeto. De acordo com a empresa, US$ 7,9 bilhões serão destinados a investimentos na logística para escoamento do minério de ferro. Isso inclui a duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e investimentos no porto da mineradora em São Luís do Maranhão. A capacidade logística do Sistema Norte da companhia será ampliada para 230 milhões de toneladas até 2018.

Os outros US$ 6,5 bilhões são investimentos na mina e na usina de beneficiamento de minério. O S11D (ou Serra Sul) vai adicionar 90 milhões de toneladas à produção anual de minério de ferro da brasileira. A vida útil da mina é de 30 anos. A Vale garante que o projeto será entregue dentro do cronograma, com início das operações previsto para a segunda metade de 2016.

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