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Vale cria 'plano B' para supercargueiros

Com dificuldades para atracar nos portos chineses, empresa pode buscar espaço em outros portos asiáticos

RIO, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2011 | 03h06

Com dificuldades de atracar na China com seus supercargueiros, a Vale já criou um plano B para não perder clientes em seu principal mercado consumidor. O país responde sozinho por mais de 30% do faturamento da Vale. Atentos à resistência do governo chinês em adequar seus portos aos navios, chamados como Valemax, a mineradora brasileira quer aumentar a presença em outros portos da Ásia.

"Nossa frota não ficará parada por falta de lugar para aportar. (...) Estamos em negociações para aportar minério em mais portos na Ásia", garantiu o diretor executivo de Ferrosos e Estratégia da companhia, José Carlos Martins. Para o executivo, a decisão de modernizar os portos para atender aos supergraneleiros da Vale é do governo chinês e, por isso, a companhia vai "seguir o que for definido".

Martins lembra que uma das alternativas que a Vale tem é utilizar estações de transferências para aliviar a carga dos supergraneleiros e, com isso, possibilitar a chegada das embarcações aos portos chineses.

Responsável por 50% do frete graneleiro no mercado transoceânico, a companhia pretende ainda direcionar parte dos seus navios para a Malásia, onde, até o início de 2014, entra em operação um centro de distribuição com capacidade de armazenar 40 milhões de toneladas. Um investimento de US$ 1,5 bilhão. Outro centro de distribuição está em fase de construção em Omã, projeto que tem orçamento de US$ 300 milhões.

Inicialmente, os Valemax foram concebidos para atender ao forte crescimento da demanda chinesa. Mas, hoje enfrentam resistência dos transportadores marítimos chineses, que pressionam o governo de Pequim para não receber as embarcações.

Ontem, Martins reafirmou a intenção da companhia em priorizar a contratação de navios dedicados ao transporte de minério de ferro para clientes da Vale. Segundo ele, a decisão de manter ou não navios no portfólio da companhia é financeira. "Podemos vender, dependendo de acordo de frete", afirmou. "Em determinadas condições, faz sentido comprar, mas, na maioria das vezes, é melhor contratar (frete de longo prazo)."

Na visão da companhia, explicou, é melhor alocar recursos em projetos ligados a mineração, e não na compra de navios. Segundo ele, a estratégia de logística da Vale tem sido bem sucedida, tanto que a companhia não precisou paralisar minas durante o agravamento da crise mundial este ano. Martins ressaltou, porém, que a intenção da Vale não é buscar frete no mercado à vista. O objetivo é fechar contratos de frete de longo prazo para baratear os custos. / M.C.

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