Vale descarta novas demissões no atual cenário

Empresa havia anunciado, no final do ano passado demissão de 1.330 funcionários, e férias coletivas de 5.500

ALESSANDRA SARAIVA E MONICA CIARELLI, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2009 | 16h55

O diretor executivo de Finanças da Vale, Fábio Barbosa, afirmou nesta quarta-feira, 20, que a empresa "não está visualizando novas demissões", no cenário atual. O executivo fez o comentário ao responder questionamento de repórteres sobre o assunto, durante entrevista à imprensa sobre o balanço da companhia em 2008. "Não estamos contemplando demissões", afirmou ele.Veja também: Gigante mineradora anuncia lucro menor e demissão de 19 mil Unidade da GM na Suécia declara insolvência De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à criseA empresa havia anunciado, no final do ano passado demissão de 1.330 funcionários, e férias coletivas de 5.500 trabalhadores em operações da empresa no mundo. Ao ser lembrado por repórteres desses números, Barbosa lembrou que, no ano passado, a Vale contratou 5.477 novos empregados no mundo inteiro, e argumentou que o número de pessoas demitidas era bem inferior ao de novos contratados. De acordo com informe da Vale na divulgação de seu balanço, no total de novas contratações (de 5.477 trabalhadores), 5 mil novos funcionários foram contratados somente no Brasil.Na análise do executivo, houve um ajuste localizado, no caso das demissões, e que é natural, visto que toda empresa conta com movimento de rotatividade de empregados. "Crescemos o nosso efetivo e ampliamos nosso leque de opções", afirmou, acrescentando que a empresa tem demonstrado esforços para preservar ao máximo o efetivo de seus empregados, mesmo em meio ao atual cenário de turbulência internacional.Na entrevista, a empresa também lembrou que foram assinados acordos entre a Vale e 15 sindicatos, que representam 38 mil pessoas, que terão estabilidade no emprego garantida até o dia 31 de maio.ArcelorFabio Barbosa negou que a Vale esteja avaliando a compra da ArcelorMittal Tubarão, como vem sendo especulado pelo mercado financeiro. O executivo lembrou que o interesse da Vale em siderurgia é apoiar o setor para garantir o volume de vendas de minério de ferro da companhia. "Não estamos neste momento avaliando esta possibilidade (ArcelorMittal Tubarão). Isso não foi colocado à mesa", afirmou.NíquelO diretor da Vale afirmou que a companhia pretende reestruturar suas operações de níquel. Segundo ele, o objetivo é obter uma melhor performance diante do atual cenário de forte queda no preço do metal. No quarto trimestre, a companhia registrou um crescimento no volume de vendas, mas a derrocada dos preços neutralizou o benefício obtido com o incremento dos embarque do produto. Barbosa lembrou que houve uma mudança drástica na demanda por metais no mundo por conta do agravamento da crise global, que se refletiu, inclusive, na estratégia da Vale de reduzir sua produção de níquel no último trimestre do ano. Os cortes de produção foram feitos na Indonésia e na China. "Temos por obrigação estar permanentemente avaliando os nossos negócios", disse.

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