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Vale deve manter grau de investimento mesmo após Inco

O diretor executivo de Finanças da Companhia Vale do Rio Doce, Fábio Barbosa, disse nesta terça-feira que a mineradora deve manter seu "grau de investimento" mesmo após a compra da canadense Inco. Com a operação, a Vale terá que desembolsar cerca de US$ 18 bilhões. A quantia, porém, não será problema para a empresa, que obteve um crédito junto a um sindicato de bancos no total de US$ 34 bilhões.Na segunda-feira, a agência de classificação de risco Moodys informou que colocou a nota da Vale em revisão para uma possível elevação. Já a Standard & Poor´s manteve o crédito em avaliação negativa. "Na pior das hipóteses, vamos cair para triplo B-. Mesmo assim, ainda seremos grau de investimento", comemorou Barbosa. "Essa é uma grande vitória nossa nas discussões (com as empresas de rating). Mostramos a capacidade da Vale em lidar com seus compromissos. Foi extremamente positivo."As ações da mineradora brasileira chegaram a cair forte logo após o anúncio da oferta pela Inco, com o entendimento de especialistas de que a operação poderia aumentar o endividamento e diminuir a possibilidade de a Vale pagar dividendos extras este ano. O diretor não quis comentar a hipótese de a companhia anunciar até o próximo dia 31 dividendos extras - prática que vinha sendo adotada desde que a empresa adotou uma política de proventos, em 2002. FinanciamentoBarbosa revelou que a mineradora já tem planos de alongar a dívida a ser contraída para a compra da Inco. Com a operação, a companhia brasileira terá que desembolsar cerca de US$ 18 bilhões.Segundo ele, o sindicato de bancos que colocou os recursos à disposição da empresa deu indicações de que existe demanda para que a Vale faça captações no mercado de capitais, o que permitiria alongar o prazo médio do empréstimo-ponte, dos atuais dois anos para, no mínimo, sete anos. "Iniciaremos logo o refinanciamento desse empréstimo", disse Barbosa. Hoje, a mineradora tem uma dívida total de US$ 5,9 bilhões, que gira também com um prazo médio de sete anos. California SteelO diretor não quis comentar as notícias de que a mineradora brasileira estaria interessada na venda de sua fatia de 50% na California Steel Industries (CSI), dos EUA, na qual divide sociedade com a siderúrgica japonesa JFE. Desde o início do mês, investidores vem comentando que a empresa estaria interessada em se desfazer de algumas participações, para diminuir seu endividamento antes da conclusão da oferta de compra pela canadense Inco.

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