Vale diz que melhorará padrões da hidrelétrica

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, reconheceu que a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), é um projeto cercado por controvérsia, mas afirma que a mineradora contribuirá para melhorar os padrões do empreendimento. A Vale vem recebendo críticas de movimentos sociais por danos ao ambiente em projetos de exploração e transporte de minério.

DANIELA AMORIM / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h04

"Eu sei que existe uma grande controvérsia, especialmente a respeito da nossa participação no projeto Belo Monte, mas repito o que tenho dito. Entramos depois de o projeto estar instalado", disse.

"Acreditamos que a Vale, com o conhecimento que tem e com a boa vontade dos seus técnicos, vai colaborar intensamente para a melhoria de todos os padrões que poderiam ser observados naquele investimento."

A Corregedoria Nacional de Justiça informou ontem que passou a monitorar e acompanhar a tramitação dos processos de oito ações civis públicas, que questionam aspectos referentes à construção das usinas hidrelétricas de Belo Monte e complexo de Teles Pires, entre Mato Grosso e Pará. A CNJ incluiu as ações no programa Justiça Plena, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Segundo o conselheiro da CNJ Gilberto Valente Martins, que solicitou a inclusão das ações, o pedido se justifica pela repercussão social e internacional que envolve as ações e para que seja garantida a razoável duração do processo.

Ferreira participou ontem de evento em prol do meio ambiente, paralelo à Rio+20 e foi questionado sobre a má fama de poluidora da Vale. "Nós temos profundo respeito pelos movimentos sociais, achamos que tudo faz parte da sociedade organizada. Mas temos nossas crenças, todos sabem a ênfase que tenho dado nos assuntos sociais", argumentou.

O Instituto Tecnológico Vale (ITV) anunciou que investirá US$ 15 milhões em pesquisa de inovação em 2012. A verba atenderá a estudos em áreas importantes e estratégicas tanto para a companhia quanto para o ambiente, como a redução do uso de barragens em áreas de mineração e a melhora na distribuição e redução do custo de energia.

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