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Vale do Rio Doce admite interesse em explorar gás

Segundo presidente da companhia, porém, governo tem o direito de colocar em leilão o que julgar interessante

Leonencio Nossa, do Estadão,

14 de novembro de 2007 | 15h08

O presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, afirmou nesta quarta-feira, 14, durante entrevista no Palácio do Planalto, que a empresa tem interesse em explorar gás no Espírito Santo, mas evitou questionar a decisão do governo de suspender o processo de leilão das reservas no litoral brasileiro. "A gente tinha interesse sim, principalmente naquelas (áreas) mais próximas ao Espírito Santo", disse. "Agora, o governo tem o poder e o direito de colocar em leilão aquilo que julgar interessante colocar", completou.  Ele informou que a empresa pretende participar da nona rodada de gás e petróleo da Agência Nacional de Petróleo (ANP). "Tem outras áreas que a gente está discutindo parcerias, e a intenção nossa é participar da nona rodada, sim", disse. "A gente tem que disputar como todo mundo disputa normalmente." Agnelli avaliou que a questão da falta de gás não é um problema de "curtíssimo prazo", mas o País precisa acelerar a produção de energia "o mais rápido possível" para garantir o crescimento econômico. "Se a gente ficar discutindo se (a energia) vai ser hídrico, carvão, térmica ou nuclear, a gente vai perder tempo", afirmou. "O que a gente não pode é perder tempo", completou. "O País não pode deixar ou desperdiçar essa oportunidade, o mundo está crescendo." O executivo da Vale acredita que o País tem de focar no aumento da oferta de energia. "Acho que hidrelétrica é a fonte mais limpa, que tem um potencial gigante", avaliou. "A prioridade tem que ser dada à hidrelétrica", defendeu Agnelli.  Ele criticou a demora para o licenciamento ambiental, necessário para início das obras de uma usina hidrelétrica. "Não podemos parar de crescer para debater a questão do licenciamento", disse. "A gente tem que aproveitar o nosso potencial hidrelétrico, que é grande". Agnelli defendeu urgência na construção das usinas do rio Madeira, em Rondônia. "É uma solução", disse. "Tem que sair dentro do cronograma e tem que tocar em frente", completou. Ele disse que a construção das usinas deve ser prioridade para que o País continue crescendo. "Mais gente vai comprar refrigerador, televisão, mais gente vai andar de elevador, mais gente vai precisar de eletrodomésticos. E na hora que não tiver energia para isso eu quero ver quem é que vai pagar a conta." Reclamação O presidente da Vale negou ainda que tenha ouvido, na audiência que terminou nesta tarde no Planalto, reclamações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o montante de investimentos da empresa no exterior, em detrimento de projetos no País. "Não, não, não. A mim não", disse. "Pelo menos para mim, não, ele nunca se queixou, não", completou. "Ele (presidente) tem acompanhado todos os projetos da Vale, tem acompanhado bastante toda a execução de investimento.", insistiu. Apesar de negar que tenha sido cobrado pelo presidente, Agnelli disse que apresentou a ele números sobre os investimentos "pesados" da empresa no Brasil. Dos US$ 7,5 bilhões de investimentos da companhia neste ano, 80% serão em projetos no País, ressaltou Agnelli na entrevista. Em 2008, o investimento total chegará a US$ 11 bilhões, mantendo o mesmo índice de investimento no Brasil.  "É o maior plano de investimento da indústria de mineração no mundo", disse. Agnelli salientou que o único grande projeto da companhia no exterior é o de uma usina de carvão metalúrgico em Moçambique, que ainda está no papel.

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