Vale do Rosário diz não ter recebido proposta da Cosan

A diretoria da Companhia Açucareira Vale do Rosário divulgou nesta sexta-feira nota oficial na qual informa não ter recebido, de parte de seus acionistas, formalmente a oferta de compra feita pelo Grupo Cosan. O anúncio foi feito na quarta-feira em fato relevante e confirmado na quinta. A nota divulgada nesta sexta pela Vale do Rosário demonstra o racha entre os mais de 109 acionistas da companhia, que é a segunda maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil, com a operação de quatro plantas produtoras de açúcar e álcool e capacidade de moagem de 10 milhões de toneladas por ano. A diretoria que enviou a nota é formada, na maioria, por membros contrários ao negócio, idealizado por sócios minoritários com apenas assento no conselho da Vale do Rosário. "A Companhia Açucareira Vale do Rosário não recebeu formalmente dos acionistas receptores de oferta para venda de suas ações, até a presente data, cópia do compromisso de Venda e Compra referido em proposta que pretendia iniciar prazo para exercício do direito de preferência previsto estatutariamente", informa o documento para justificar o motivo pelo qual a empresa não poderia se manifestar sobre as notícias veiculadas sobre o negócio por parte do Grupo Cosan.A nota informa ainda que "no mesmo sentido, a Companhia (Vale do Rosário) não tem ciência sobre se as condições suspensivas mencionadas na nota de divulgação de ´fato relevante´, veiculada pela Cosan tenham sido implementadas". Por fim, a diretoria da Vale do Rosário, informou que "se, e quando apresentado, eventual contrato deverá ser submetido pela Companhia aos demais acionistas, instruindo a proposta, para exercício do direito de preferência destes acionistas".No texto do "fato relevante" publicado quarta-feira, o Grupo Cosan informou que "celebrou contrato por meio do qual, mediante a implementação de certas condições suspensivas, se comprometeu a adquirir ações ordinárias e nominativas de emissão da Companhia Açucareira Vale do Rosário (CAVR). A realização da operação está sujeita à implementação de certas condições suspensivas. Dentre as diversas condições suspensivas aplicáveis, destacamos a necessidade de adesão de acionistas da CAVR que representem, no mínimo, 50% mais uma ação do capital social".

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