Vale e bancos garantem alta de 0,63% à Bovespa

Ações da Vale foram preponderantes ao desempenho do Ibovespa, que terminou sessão aos 38.132,35 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado

23 de janeiro de 2009 | 18h24

Depois de uma abertura fraca, acompanhando o mau humor externo, a Bovespa conseguiu recuperar-se à tarde, graças aos ganhos de Vale e bancos. A inversão para cima do rumo dos preços das commodities metálicas e do petróleo e a melhora em Wall Street levaram os investidores de volta às compras.   Veja também: BNDES terá R$ 100 bi para ''PAC privado'' Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    O Ibovespa terminou a sessão em elevação de 0,63%, aos 38.132,35 pontos. Na mínima, atingiu 36.744 pontos (-3,04%) e, na máxima, 38.660 pontos (+2,02%). Na semana, teve perdas de 3,07% e, no mês, acumula alta de 1,55%. O giro financeiro totalizou R$ 3,233 bilhões. Os dados são preliminares.   As ações da Vale foram preponderantes ao desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira. Os papéis subiram principalmente em reação à notícia de que a diretoria da empresa enviará para deliberação do Conselho de Administração proposta para pagamento de remuneração mínima aos acionistas para 2009 no valor de US$ 2,5 bilhões, correspondente a US$ 0,479523218 por ação em circulação, ordinária ou preferencial.   Operadores consideraram a notícia positiva, principalmente por causa do momento delicado por que passa a economia global. "Nesses dias de turbulência, esse tipo de informação é muito bem-vinda. Ainda mais que a empresa anunciou uma remuneração mínima, o que significa que há espaço para o acionista ganhar algo mais", comentou um experiente profissional do mercado acionário.   Outra notícia positiva relacionada à Vale veio de um relatório da corretora japonesa Nomura, que elevou sua recomendação para os ADRs da Vale de neutra para compra e citou a projeção de recuperação da demanda chinesa por minério de ferro. Vale ON fechou em alta de 3,49% e Vale PNA, 1,74%. O avanço dos metais no exterior também favoreceu.   No caso da Petrobrás, a alta do petróleo no exterior à tarde fez os papéis acompanharem, mas, no finalzinho, os papéis acabaram fechando em baixa. Após o fim do pregão, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, apresenta o Plano de Negócios de 2009 a 2013 da empresa. Petrobras ON fechou em queda de 0,25% e Petrobras PN, de 0,21%. Na Nymex, o contrato do petróleo para março fechou em elevação de 6,41%, a US$ 46,47, por causa da valorização dos preços do óleo de calefação em meio ao inverno no Hemisfério Norte.   A virada da Bovespa ainda contou com a ajuda das ações de bancos, que subiram com a melhora nas bolsas em Wall Street. Bradesco PN avançou 1,05%, Itaú PN, 2,29% e Unibanco Unit, 2,73%. Banco do Brasil ON caiu 1,85%.   Antes dessa tomada de fôlego do período da tarde, as bolsas repercutiram com força os dados do Reino Unido e de balanços nos EUA. O Reino Unido anunciou um PIB negativo no quarto trimestre de 2008, pelo segundo trimestre seguido. É a primeira vez desde 1991 que a economia britânica contraiu-se por dois trimestres consecutivos. Ainda na Europa, a Espanha comunicou que a taxa de desemprego subiu a 13,91% no quarto trimestre de 2008, de 11,33% no terceiro, atingindo seu maior nível em 8 anos.   Da safra de balanços, a coreana Samsung anunciou seu primeiro prejuízo desde 2000; a Advanced Micro Devices (AMD) reportou perdas de US$ 1,424 bilhão (US$ 2,34 por ação), muito maior do que o previsto (US$ 0,54 por ação); e a General Electric informou queda de de 44% no lucro líquido do quarto trimestre, para US$ 3,72 bilhões.   Às 18h20, o Dow Jones registrava baixa de 1,08%, o S&P subia 0,06%, e o Nasdaq avançava 0,50%.

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