Vale e CSN: descruzamento de ações

O Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce deu mais um passo na direção de concluir o processo de descruzamento das participações acionárias entre a mineradora e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O Conselho de Administração da Vale autorizou sua controlada, a Docepar, a vender as ações que dispõe na CSN.O gerente de Relações com Mercado da Vale, Roberto Castelo Branco, explicou que a decisão apenas formalizou as negociações que já estão em andamento desde que foi firmado um memorando de intenções para o descruzamento. "Nossa intenção foi informar os acionistas e diminuir os boatos em torno da operação", disse.O prazo do memorando de intenções termina no dia 31 de agosto, mas a expectativa é de que esse prazo seja ampliado por, pelo menos, 30 dias. Na próxima semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve aprovar o financiamento ao Grupo Vicunha para comprar as ações da siderúrgica que estão em mãos da Bradespar e do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) na siderúrgica.Light gera discussão no mercadoFontes do mercado especulam também que Steinbruch estaria interessado em apressar a venda da participação da CSN na Light. A intenção seria aproveitar os recursos para pagar dividendos ao acionistas. Com isso, o Grupo Vicunha, controlador da CSN, ficaria capitalizado e reduziria a necessidade de endividamento do grupo, que tem encontrado dificuldade na busca de financiadores para a operação de descruzamento de ações.O presidente da CSN esteve na Europa para negociar a venda de suas ações para a francesa EDF, que já é sócia da Light. A siderúrgica detém cerca de 7% do capital da empresa de energia elétrica que opera no Rio de Janeiro. A operação está avaliada pelo mercado financeiro em torno de US$ 250 milhões.

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