Vale e NY fazem Bovespa iniciar semana em alta; dólar sobe

Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,40%. O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7470, em alta de 0,87%

Claudia Violante, da Agência Estado,

24 de março de 2008 | 17h31

A nova oferta feita pelo JPMorgan para levar o Bear Stearns e o resultado surpreendente das vendas de imóveis usados nos EUA em fevereiro são as principais justificativas para o comportamento em elevação das bolsas norte-americanas nesta segunda-feira e, por tabela, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).  O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou o dia em alta de 1,40%, aos 59.812,5 pontos. No melhor momento do pregão, no início da tarde, chegou a recuperar os 61 mil pontos, ao bater na máxima de 61.083 pontos (+3,55%). Na mínima do dia, registrou 58.994 pontos (+0,01%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 5,79% e, no ano, de 6,38%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 4,831 bilhões (preliminar), o menor de março. O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7470, em alta de 0,87%. Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 1,52% aos 12.548,6 pontos, o S&P teve elevação de 1,53% e o Nasdaq, de 3,04%. Além do comportamento em elevação das bolsas norte-americanas, o pregão doméstico contou com um empurrão dos papéis da Vale, que fecharem com acréscimo acentuado. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) subiram 5,16% e as preferenciais (PNA, sem direito a voto), mais líquidas, avançaram 4,75%, com giro de R$ 516,895 milhões. As ações foram estimuladas pela recomendação de compra de seus ADRs (títulos de empresas brasileiras negociados no exterior) feita pelo banco de investimentos Goldman Sachs e também pela perspectiva de manutenção da demanda do minério de ferro em elevação, apesar da crise, conforme análise do diretor-executivo de Finanças da Vale, Fábio Barbosa. Segundo ele, em 2012 a produção da Vale de minério de ferro será 50% maior que em 2007 e as produções de cobre e níquel serão dobradas no mesmo período. Já o que favoreceu os ganhos nos EUA foi principalmente a notícia de que o JPMorgan vai pagar cinco vezes mais pela ação do Bear Stearns: ao invés de US$ 2 previstos inicialmente, a oferta agora é de US$ 10. O mercado gostou, assim como apreciou o aumento das vendas de imóveis usados em fevereiro primeira vez em sete meses.

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