Vale e Petrobras garantem fechamento em alta à Bovespa

Resultado foi uma alta de 0,30%. As ações da empresas estão entre as maiores valorizações do Ibovespa nesta 4ª

Claudia Violante, da Agência Estado,

26 de março de 2008 | 17h39

As ações da Companhia Vale do Rio Doce e da Petrobras garantiram à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mais um pregão de ganhos, o quarto seguido, na contramão do comportamento das bolsas norte-americanas. Os investidores compraram os papéis depois que foi confirmado o fracasso da oferta de compra da Xstrata pela mineradora brasileira e influenciados pela disparada do petróleo no mercado externo. Veja também:Dólar fecha em queda em sessão de muita oscilaçãoVale teria levantado US$ 71 bi para comprar a XstrataBovespa: momento é bom para integração das bolsas Analista comenta fusão das bolsas no Brasil   O resultado foi uma alta de 0,30% no Ibovespa, aos 61.415,3 pontos. O índice oscilou entre a mínima de 60.759 pontos (-0,78%) à máxima de 61.849 pontos (+1%). No mês, acumula perdas de 3,27% e, no ano, de 3,87%. O volume financeiro negociado hoje foi mais robusto e totalizou R$ 6,028 bilhões (preliminar).  Os investidores se entusiasmaram com o fim das negociações entre Vale e Glencore para a compra da anglo-suíça Xstrata, principalmente porque a aquisição ia levar a brasileira a assumir um endividamento muito elevado. Os analistas consideravam que a Vale poderia, inclusive, perder seu grau de investimento por causa da operação. Assim, com o fim das conversas, as ações foram reprecificadas: as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Vale subiram 4,56%, com o maior giro do pregão (R$ 1,352 bilhão). As ordinárias da Vale (ON, com direito a voto) Vale avançaram 4,37%. As ações ficaram em segundo e terceiro lugar entre as maiores altas do Ibovespa. A Vale tem um prazo de seis meses para fazer uma nova oferta pela Xstrata. Já a Petrobras sofreu influência da disparada do preço do petróleo, que avançou 4,62%, com o barril cotado a US$ 105,90, por causa da notícia de que o uso da capacidade instalada nas refinarias norte-americanas recuou a 82,2% na semana encerrada em 21 de março, para o menor nível desde outubro de 2005. Os papéis até ensaiaram uma realização de lucros após terem subido mais de 5% ontem, em meio aos rumores de uma nova descoberta de um megacampo, não confirmada pela empresa. A venda foi interrompida pela alta do petróleo e garantiu à Petrobras ON elevação de 1,04% hoje e à Petrobras PN, +1,63%. Além da capacidade instalada, também diminuíram os estoques de gasolina, em 3,285 milhões, quando o esperado era um declínio de 800 mil barris.  Fusão das bolsas A notícia do acordo de fusão entre Bovespa Holding e BM&F também foi destaque na sessão de hoje. A Nova Bolsa, como deve ser chamada a empresa resultante da fusão, terá ações negociadas no Novo Mercado. Os acionistas da BM&F e da Bovespa Holding receberão ações ON emitidas pela Nova Bolsa, na proporção de 50% para cada companhia. As cúpulas das duas bolsas esperam que a integração de suas operações seja aprovada pelos acionistas até o final de abril. No final da sessão, Bovespa Holding subiu 5,63%, mas BM&F, apesar de trabalhar em alta na maior parte do dia, recuou 1,67%.  Nos EUA, O Dow Jones recuou 0,88%, mesmo porcentual de queda do S&P, e o Nasdaq teve baixa de 0,71%. Os índices refletiram a reação dos investidores aos números ruins conhecidos hoje. Além dos estoques semanais de petróleo, afetaram a percepção as encomendas de bens duráveis - caíram 1,7% em fevereiro, ante projeção de alta de 0,8% -; e as vendas de novos imóveis. Este último dado até veio melhor do que as previsões, mas a queda de 1,8% em fevereiro (ante projeção de -2,2%) levou o volume total para 590 mil imóveis, o menor número desde fevereiro de 1995.

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