Vale e Petrobras sustentam Bovespa, que tem leve alta

Do outro lado, volatilidade no mercado norte-americano e alta do petróleo influenciam negativamente a Bolsa

Sueli Campo, da Agência Estado,

23 de junho de 2008 | 14h58

Após ensaiar recuperação expressiva na abertura, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a manhã tentando se equilibrar no campo positivo. Mas isso não evitou que resvalasse pelo vermelho em alguns momentos, influenciada pela volatilidade do mercado acionário norte-americano e do petróleo. Na máxima do dia, o Ibovespa subiu 1,22%, voltando aos 65 mil pontos, e na mínima recuou 0,27%. No início da tarde, às 14h43, a Bolsa apontava discreta valorização, de 0,23%, sustentada por Petrobras e Vale, mas com giro financeiro modesto. - somava R$ 2,1 bilhão, indicando para o final da jornada apenas R$ 3,8 bilhões. As ações de Petrobras apresentam as maiores altas do Ibovespa. A ON subia 3,19% e a PN +2,76%, seguindo os preços da commodity, que desde o final da manhã tenta se firmar em alta, depois de oscilar bastante no começo do dia com os investidores divididos entre a alta do dólar, o aumento de produção na Arábia Saudita em 200 mil barris diários e a greve em uma unidade da Chevron na Nigéria. O barril para entrega em agosto já se aproximava dos US$ 138 na Nymex eletrônica, em alta de 1,9%. Já os papéis da Vale são influenciados pelo anúncio de que a siderúrgica chinesa Baosteel aceitou o reajuste de 85% no preço do minério de ferro pedido pela mineradora australiana Rio Tinto. O aumento foi superior aos reajustes de 65% e 71% anunciados pela Vale em fevereiro, sinalizando a enorme demanda global pelo minério, particularmente por parte da China. Após esse acordo, analistas acreditam que a BHP Billiton provavelmente conseguirá obter com as siderúrgicas chinesas um reajuste similar. Segundo operadores, se não fosse a possível aquisição que a Vale poderá fazer, as ações estariam mostrando fôlego maior. Vale PNA marcava alta de 1,63% e a ON subia 1,33%. Juros nos EUA A recuperação da Bovespa está sendo contida pelo receio dos investidores em assumirem novas posições tendo pela frente a reunião do Fomc, que na quarta-feira decide sobre a taxa básica de juros dos Estados Unidos. Esse é, disparado, o grande evento da semana. A maioria dos analistas espera que o Fomc mantenha estável, em 2% ao ano, a taxa básica de juro, mas há uma parcela que não descarta a possibilidade de vir uma elevação no juro por causa do avanço da inflação. Os futuros dos Federal Funds embutem apenas 10% de chance de elevação de 0,25 ponto porcentual, para 2,25%, na reunião de quarta-feira. Além da expectativa com o Fed, que limita o campo de ação dos investidores, o noticiário externo do dia também não é nada animador. A informação de que o Citigroup e o Goldman Sachs irão reduzir sua força de trabalho em 10% pesa no setor financeiro, assim como o rebaixamento na recomendação para o segmento de neutro para underweight pelo Goldman Sachs. O mercado está de olho também na possibilidade de notícias de novas baixas contábeis em bancos de investimento.  No setor de tecnologia, as ações da Apple e do Yahoo! lideravam as perdas. Entre outros destaques, estavam os papéis da Hewlett-Packard e a IBM. As quedas não são profundas, mas colocam em dúvida a capacidade do mercado de recuperar forças antes da reunião do Fomc. Às 14h52, o Dow Jones registrava leve valorização, de 0,26%, enquanto o Nasdaq operava perto da estabilidade, com queda de 0,02%.

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