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Vale e siderúrgicas ajudam Bovespa a subir 1,71%

Notícia de que os preços do aço vão subir ainda mais ajudam setor e impulsionam Bolsa de São Paulo

Claudia Violante, da Agência Estado,

17 de junho de 2008 | 17h37

A Vale e o setor siderúrgico roubaram a cena no mercado financeiro nesta terça-feira, 17. Embalada pelo anúncio de um novo reajuste do aço e pela perspectiva de elevação do rating da Vale, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) trabalhou o dia todo em alta, também por causa da pressão dos investidores comprados para o vencimento do índice futuro, nesta quarta. O índice descolou-se das bolsas norte-americanas, que caíram o dia todo. No final, contudo, as quedas nos pregões em Nova York reduziram os ganhos da Bovespa.  Veja também:Dólar se aproxima de R$ 1,60 e fecha no menor nível em 9 anos O Ibovespa oscilou entre a mínima de 67.284 pontos (estabilidade) à máxima de 69.029 pontos (+2,59%) e acabou fechando em +1,71%, aos 68.437,5 pontos. Com a recuperação de hoje, as perdas acumuladas em junho foram reduzidas a -5,72%. No ano, a Bolsa sobe 7,12%. O volume financeiro totalizou R$ 6,029 bilhões (preliminar). O setor siderúrgico subiu com a notícia de que os preços de aço sofrerão um novo aumento no mês que vem, de cerca de 15%. Será o terceiro do ano - os anteriores foram de 12% em março e 15% em maio. Com o novo aumento, os preços do produto ficarão quase 50% acima dos valores cobrados no fim do ano passado. Com a notícia, o setor disparou na Bovespa, também se recuperando das quedas registradas nas últimas sessões. Metalúrgica Gerdau PN teve a maior alta da sessão, de 6,98%. Gerdau PN avançou 4,92%, CSN ON, 2,82%, Usiminas PNA, 5,08%.  A notícia também favoreceu os papéis da Vale, que ainda subiram com a decisão da Standard & Poor's de colocar o rating de crédito de longo prazo da mineradora em observação com perspectiva positiva. Os metais também avançaram no mercado externo e serviram de pano de fundo à recuperação de hoje. No mês, os papéis da Vale ainda acumulam perdas superiores a 10%. Vale ON, +2,96%, Vale PNA, +3,21%. Petrobras também conseguiu sustentar elevação até o final e avançou 0,98% as ações ON e 0,41% as PN, embora o petróleo tenha recuado no mercado internacional. O contrato para julho negociado na Nymex recuou 0,45%, para US$ 134,01. Este declínio da commodity, entretanto, não impediu que as bolsas norte-americanas fechassem no vermelho.  Dow Jones caiu 0,89%, S&P, -0,68%, e Nasdaq, -0,69%. Os índices foram influenciados pelo PPI salgado divulgado logo cedo. A inflação ao produtor (PPI) subiu 1,4% em maio, mais que o 1% esperado por analistas. As ações do setor bancário ajudam a justificar as perdas, já que fecharam em baixa por conta do Goldman Sachs. O banco anunciou lucro maior do que as previsões no trimestre, mas admitiu que as instituições financeiras precisarão levantar US$ 65 bilhões em capital extra para recomposição de perdas com crédito. Para os próximos dias, os dados de inflação seguem no horizonte, aqui e lá fora, já que os pontos de pressão se mantêm, entre eles a alta das commodities em geral.

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