Vale: economia global em alta vai sustentar a mineração

O crescimento da economia global, previsto para superar a taxa de 4% ao ano nos próximos cinco anos, deve garantir bons resultados para a indústria de mineração neste período, segundo o diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castello Branco. Segundo o executivo, este índice de crescimento supera o ritmo histórico médio de 3,5% dos últimos 40 anos. "Estamos vivendo uma fase de ouro na economia mundial e os países emergentes estão alimentando cada vez mais a demanda por metais", disse hoje no evento "Vale vai à Bovespa".Segundo ele, a redução da volatilidade da economia traz grandes benefícios para as mineradoras, que costumam viver períodos de grande oscilação. "Os riscos diminuíram para o setor, o que valoriza os papéis das companhias", afirmou. O aumento da participação dos países emergentes na economia mundial também é benéfica, uma vez que aumenta a demanda por aço e metais para projetos de moradia, infra-estrutura e bens duráveis.Ele destacou que no curto prazo existe uma perspectiva de desaceleração do crescimento da indústria mundial por causa da crise no mercado financeiro dos Estados Unidos, que vai impactar os países da União Européia, mas afirmou que esses problemas serão dissipados no longo prazo. "Esperamos a continuidade do crescimento devido às taxas baixas de inflação e de juros reais."Um dos principais motores será a China, que crescerá a um ritmo de 9,2% entre 2008 e 2012. Entre 2003 e 2007, o crescimento foi de 10,7%. No segmento de metais, a participação da China no consumo mundial deve ser ainda maior nos próximos anos. A estimativa da Vale é de que os chineses consumam 54% do minério de ferro produzido em 2011, ante 45% em 2006 e 15% em 2000. No alumínio, a China representará 41% do consumo em 2011, sendo que suas compras somam hoje 25% do total.Os preços do aço tendem a acompanhar o avanço da economia, beneficiando as cotações do minério de ferro, que estão em negociação no momento. Castello Branco afirmou que as conversas para o reajuste serão mais longas do que no ano passado. Em 2006, as negociações foram as mais rápidas desde 2004. "Existe um desequilíbrio entre a demanda e a oferta de minério no mercado mundial e isso não se reflete nos preços atuais", disse. Para ele, os preços do frete só serão reduzidos daqui a cinco anos, quando novos investimentos amadurecerem.

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