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Vale: investimento em gás visa proteção contra escassez

A Companhia Vale do Rio Doce calcula investir cerca de US$ 40 milhões na prospecção de gás nos blocos arrematados ontem na 9ª Rodada de Licitações promovida pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A gerente de energia da mineradora, Vânia Somavilla, explicou que a intenção da companhia é garantir o fornecimento de gás para suas atividades e uma proteção contra fortes aumentos de preços no futuro. "A Vale não tem intenção de ser uma empresa de gás. Nosso objetivo é proteção, da mesma maneira que entramos no mercado de energia ", afirmou.Segundo ela, a Vale conseguiu arrematar no leilão todas as áreas consideradas como foco, ou seja, localizadas próximas às operações da companhia. O plano da empresa é, por meio de um gasoduto, tirar o gás do mar e levar para as minas ou fábricas da empresa nos Estados do Pará e Maranhão. Outra possibilidade é utilizar a infra-estrutura já existente das distribuidoras.Todos os blocos comprados pela Vale foram em parceira com a Petrobras e com grande potencial de descoberta de gás. A executiva ressaltou que a companhia não tem interesse na exploração de petróleo. Caso seja descoberto óleo, a idéia é propor ao sócio (Petrobras) ficar com esse petróleo em troca de uma parcela maior de gás para a mineradora. "Não temos pretensão em ganhar dinheiro com óleo, nossa intenção é proteção contra uma escassez de gás no país", disse.Matriz energéticaSomavilla afirmou que a entrada da mineradora no setor de gás visa diversificar sua matriz energética. Segundo ela, o objetivo é diminuir a dependência e garantir um fornecimento de energia que viabilize os pesados investimentos em expansão da empresa nos próximos anos. Até 2012, a Vale planeja investir US$ 59 bilhões em projetos de aumento de produção."Energia é uma questão estratégica para a companhia", afirmou. Segundo ela, a preocupação da Vale não é com o curto prazo, mas, sim, em garantir e energia para seus projetos em um horizonte mais longo. Este ano, o presidente da Vale, Roger Agnelli, chegou a afirmar que a perspectiva de falta de energia no País poderia limitar os planos de crescimento da companhia na próxima década. Apesar de a questão merecer atenção por parte da mineradora, a executiva descarta o risco de um apagão de energia no Brasil.

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