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Vale-mercado leva metalúrgicos à greve no Paraná

Trabalhadores da Volvo aceitam reajuste salarial de 10%, mas querem benefício de R$ 300 por mês, montadora oferece R$ 90

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2010 | 00h00

Os cerca de 2,7 mil metalúrgicos da Volvo do Brasil, instalada na Cidade Industrial de Curitiba, decidiram entrar em greve por 48 horas, na manhã de ontem, como forma de pressionar a direção da empresa a melhorar a proposta do acordo coletivo. O impasse ficou estabelecido em relação ao valor do vale-mercado, hoje em R$ 60,00. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba pede R$ 300,00, enquanto a Volvo ofereceu R$ 90,00.

A questão do reajuste salarial foi solucionada. A primeira proposta da Volvo, de 9% de reajuste e abono de R$ 2,2 mil, foi rejeitada em assembleia na manhã de ontem. O sindicato encaminhou contraproposta prevendo 10% de reajuste, R$ 4,2 mil de abono, vale-mercado de R$ 300,00 e estabilidade para os dirigentes sindicais. Os índices de reajuste e valor de abono foram aceitos.

A empresa, por meio de nota, disse que a Volvo é a única montadora de veículos do Paraná a conceder o benefício e está disposta a reajustá-lo em 50%, passando para R$ 90,00. "Lamentamos muito a recusa, foi uma proposta excelente", disse o diretor de RH e assuntos corporativos, Carlos Morassutti. Cerca de 150 caminhões deixarão de ser produzidos com as paralisações ontem e hoje.

Campinas. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região passaram o dia em negociação para buscar um acordo para os trabalhadores da Mercedes-Benz, de Campinas, e a Toyota, de Indaiatuba. Até o fim da tarde de ontem, segundo dia de greve nas duas unidades, não tinham chegado a um acordo. Os funcionários rejeitaram a proposta de reajuste de 10,5%. Os trabalhadores querem 13,8%, segundo o presidente do sindicato, Jair dos Santos.

A Toyota tem cerca de 2 mil funcionários e a Mercedes, 800. Segundo o sindicato, 100% da produção está paralisada. A Mercedes informou, por meio de assessoria, que a paralisação é parcial e que não se pronunciará durante as negociações. A reportagem não conseguiu um posicionamento da Toyota.

ABC. No ABC, onde se concentra o maior número de montadoras, os sindicalistas voltaram a se reunir ontem com os patrões para discutir o reajuste salarial. Hoje, a proposta deve ser apresentada em assembleia da categoria. Uma greve geral na região não está descartada.

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